QUINTA, 05/03/2026, 14:38

Grupo de Pesquisas da UEL diz que não participou de definição do novo modelo de coleta seletiva de Londrina

Os pesquisadores da universidade se manifestaram dizendo que suas contribuições não foram consideradas para a definição do novo modelo de coleta

Professores do Núcleo Interdisciplinar de Estudos em Resíduos (Ninter) da Universidade Estadual de Londrina (UEL) divulgaram uma nota pública em que afirmam não ter participado da definição do modelo final de reestruturação e gestão da coleta seletiva anunciados recentemente pela Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização de Londrina (CMTU). Um novo modelo do serviço está em fase final de definição e deve começar a funcionar a partir do dia 1º de maio.

A CMTU anunciou em 2025 a reestruturação do modelo, prometendo ampliar o serviço com mais rotas e maior frequência, com um investimento que passará de R$ 17 milhões para cerca de R$ 31 milhões por ano. A entidade havia divulgado que o novo modelo seria desenvolvido em conjunto com as cooperativas que atuam na coleta, o Ministério Público e o Núcleo Interdisciplinar de Estudos em Resíduos (Ninter) da UEL.

Segundo a CMTU, o grupo de pesquisa iria contribuir para estudar uma solução viável para o sistema de coleta. Mas em nota divulgada à imprensa, o Ninter  afirma que participou ativamente do Grupo de Trabalho proposto e conduzido pela 20ª Promotoria de Justiça do Ministério Público do Estado do Paraná (MPPR), do qual a CMTU fazia parte, entre os anos de 2022 e 2024.

Porém, segundo a nota, neste grupo não houve a elaboração de nenhuma proposta integrada para operação e gerenciamento do sistema. Segundo o Ninter, em 2025, foram apresentadas seis propostas desenvolvidas pela CMTU para a reestruturação do sistema de coleta seletiva, sobre as quais os pesquisadores fizeram vários apontamentos e críticas em virtude de discordâncias com alguns dos encaminhamentos propostos.

O grupo de pesquisa da UEL finaliza esclarecendo que o Ninter não se manifestou formalmente sobre a proposta final do modelo de gestão e gerenciamento definido pelo município, que não tem informações detalhadas sobre as mudanças práticas do sistema anunciado pela CMTU, os custos a ele vinculados e os possíveis impactos.

Em nota, a CMTU informou que o novo modelo proposto para a coleta seletiva em Londrina, que ainda está em fase final de elaboração, contou com a participação ativa das cooperativas que realizam o serviço atualmente, da 20ª Promotoria de Justiça do Ministério Público e levou em conta algumas sugestões do Ninter apresentadas no Grupo de Trabalho proposto e conduzido pelo MP.

A entidade finaliza dizendo que tem convicção que o novo modelo proposto vai trazer de volta a excelência ao serviço de coleta seletiva no município.

Por Fernando Bianchi

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