SEXTA, 06/09/2019, 10:24

Câmara aprova projeto que autoriza prefeitura a se tornar sócia majoritária de subsidiárias da Sercomtel

Município separou sete milhões de reais para comprar ações da Iluminação e Contact Center 

A Câmara de Vereadores de Londrina aprovou, em primeira discussão, dois projetos de lei que autorizam a prefeitura a se tornar sócia majoritária da Sercomtel Iluminação e Contact Center, mantendo o controle das empresas mesmo após a privatização da Sercomtel Telecomunicações. O leilão das ações da companhia na Bolsa de Valores está previsto para ocorrer em 12 de dezembro.

Um terceiro projeto, ainda em análise nas comissões do Legislativo, prevê um aporte de recursos no valor de R$ 7,1 milhões para compra de ações da Sercomtel Iluminação e da Contact Center, que se transformaria em uma ouvidoria do município e em uma central de Tecnologia da Informação para desenvolvimento de projetos de cidade inteligente.

O projeto relacionado à compra de ações da Sercomtel Iluminação teve 17 votos favoráveis e duas abstenções: Felipe Prochet e Mário Takahashi. Eles também se abstiveram no projeto da Contact Center, e foram acompanhados por Eduardo Tominaga e Junior Santos Rosa.

Mário Takahashi optou pela abstenção por ter um primo que é sócio da Dez de Dezembro, grupo de investidores que manifestou intenção de aportar R$ 120 milhões na Sercomtel. O vereador afirmou que vai ter este posicionamento em todas as votações até que o processo de privatização seja concluído.

Já Felipe Prochet admitiu preocupação com o fato do município criar novas empresas sem garantias concretas de que elas tenham sucesso financeiro e operacional.

Eduardo Tominaga, presidente da Comissão Especial  que acompanha o processo de caducidade da Sercomtel junto à Anatel, foi favorável ao projeto da Iluminação, mas se absteve no da Contact Center. Ele afirma que os R$ 7 milhões que a prefeitura deve investir na compra de ações servirão para dar fôlego até a telefônica ser vendida na Bolsa de Valores.

Os projetos ainda precisam ser votados em segunda discussão antes de serem sancionados pelo prefeito Marcelo Belinati.

Por Marco Feltrin

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