QUINTA, 09/07/2026, 17:48

Câmara rejeita comissão para investigar retirada de R$ 20 milhões do Meio Ambiente

Autor de pedido diz que prefeito Tiago Amaral foi “blindado” pela base dele no Legislativo. Caso segue sendo investigado no Ministério Público.

A Câmara Municipal de Londrina rejeitou, durante a sessão desta quinta-feira (9), o requerimento que pedia pela abertura de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) para investigar a retirada, por parte da prefeitura, de cerca de R$ 20 milhões do fundo gerido pelo Conselho Municipal do Meio Ambiente (Consemma). A solicitação levava em conta investigação do Ministério Público (MP) que apontou irregularidades na realocação dos recursos para o pagamento de despesas da Educação, da Assistência Social e da Procuradoria-Geral do município.

Foram sete votos favoráveis e doze contrários ao pedido. Votaram a favor os seguintes vereadores: Deivid Wisley, Giovani Mattos, Jessicão, Matheus Thum, Michelle Tomazinho, Roberto Fu e Santão. Os votos contrários foram dos seguintes parlamentares: Anne Moraes, Antonio Amaral, Chavão, Emanoel Gomes, Fernando Madureira, Flavia Cabral, Lenir de Assis, Marcelo Oguido, Marinho, Regis Choucino, Sidnei Matias e Valdir Santa Fé.

A votação foi realizada depois de uma discussão tumultuada, que contou com o discurso de diversos vereadores. Parlamentares que pediam pela investigação criticaram uma suposta fala do prefeito Tiago Amaral em que ele teria dito que estaria sendo alvo de uma represália por não compactuar com "conchavos" na Câmara. Já os contrários ao pedido defenderam que a prefeitura agiu dentro da legalidade, uma vez que transferiu recursos do chamado superávit financeiro para o pagamento de despesas importantes, como a da merenda dos alunos da rede municipal, por exemplo.

Em entrevista à CBN, o vereador Deivid Wisley, que assinava o requerimento pedindo a abertura da CEI, disse que o prefeito foi "blindado" pela base dele na Câmara.

Com a decisão, o pedido é arquivado na Câmara. Entretanto, o Legislativo volta a discutir a retirada dos recursos em audiência pública marcada para a próxima segunda-feira (13). A prefeitura também precisa responder o Ministério Público se vai ou não devolver a verba. Em entrevista coletiva essa semana, Tiago Amaral disse estar tranquilo e reiterou que a decisão foi tomada dentro da legalidade.

Por Guilherme Batista

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