QUINTA, 09/07/2026, 12:44

Compagas inicia expansão da rede de gás canalizado em Londrina com investimento de R$ 17 milhões

Obras começam por importantes avenidas da cidade, devem instalar 21 quilômetros de rede em 2026 e fazem parte de um plano de R$ 70 milhões até 2029

A Compagas iniciou uma nova etapa de expansão da rede de gás canalizado em Londrina. Neste ano, serão implantados 21 quilômetros de tubulação voltados ao atendimento de residências e estabelecimentos comerciais, com investimento de R$ 17 milhões. A iniciativa integra um plano maior de R$ 70 milhões previsto para a cidade até 2029, período em que a companhia pretende ampliar a oferta de gás natural e biometano na região.

As obras passam pelas avenidas Esperanto, Inglaterra, Duque de Caxias e Octávio Genta, além das ruas Paraíba, Benjamin Franklin e Faria Lima. Ao final da etapa prevista para 2029, a rede urbana deverá alcançar 33 quilômetros de extensão.

Segundo o diretor comercial da Compagas, Luiz Carlos Kuns Passos, o objetivo é levar uma fonte de energia mais moderna para além do setor industrial.

A expansão permitirá atender condomínios residenciais, hotéis, hospitais, panificadoras, restaurantes e outros empreendimentos. Entre os principais benefícios apontados pela empresa estão o fornecimento contínuo de gás, sem necessidade de cilindros ou botijões, além de maior previsibilidade para consumidores e comerciantes.

Para reduzir os impactos no trânsito e na rotina da cidade, a maior parte das intervenções utiliza o método não destrutivo, que permite instalar a tubulação por baixo do solo com pequenas aberturas nas calçadas, evitando grandes valas. As obras contam com cerca de 100 trabalhadores em conjunto com a Prefeitura para minimizar os transtornos.

Atualmente, a Compagas já abastece duas indústrias da região com biometano e, nas próximas semanas, deve conectar um posto de combustíveis para veículos leves e pesados. A empresa estima conectar cerca de 3 mil unidades consumidoras em Londrina e Maringá até 2029, dentro de um plano regional de R$ 100 milhões. Segundo a companhia, além de reduzir a circulação de caminhões para transporte de combustíveis, o gás natural emite menos dióxido de carbono que o GLP, enquanto o biometano pode reduzir em até 85% as emissões de gases de efeito estufa.

Por Paulo Andrade

Comentários