Casos de dengue caem 92% no Paraná, mas Sesa alerta que combate deve continuar
Secretário Beto Preto define momento atual como “acalmia” epidemiológica; monitoramento e prevenção seguem essenciais para evitar novos surtos de Zika e Chikungunya
O secretário de Saúde do Paraná, Beto Preto, afirmou que o combate à dengue continua em todo o estado, mesmo com a forte queda no número de casos. Segundo ele, o Paraná vive atualmente um período chamado de “acalmia” na epidemiologia, quando há redução expressiva da doença.
De acordo com o secretário, os casos de dengue caíram cerca de 92%. Essa diminuição é resultado do trabalho contínuo dos municípios, com ações de monitoramento, como o uso de armadilhas para identificar a circulação do mosquito, além das duas grandes epidemias registradas nos últimos anos.
Entre 2023 e 2025, o Paraná enfrentou surtos intensos da dengue tipo 1 e tipo 2, o que fez com que grande parte da população tivesse contato com o vírus. Com isso, mais de 50% dos paranaenses já possuem algum nível de imunidade.
Apesar do cenário mais tranquilo neste verão de 2026, Beto Preto alerta que o mosquito Aedes aegypti também transmite outras doenças, como chikungunya e zika. Ele citou o caso de uma idosa em Umuarama que ficou seis meses internada por complicações da chikungunya.
O secretário também destacou a expectativa pela chegada da vacina contra a dengue, desenvolvida pelo Instituto Butantan, que deve reforçar a proteção da população e contribuir para um ano mais seguro em 2026.
Mesmo com a queda dos casos, o alerta permanece. A orientação é manter quintais e casas limpos, eliminar água parada e remover possíveis focos do mosquito. Segundo Beto Preto, o combate à dengue depende da colaboração de toda a população, já que a doença não se enfrenta sozinho, mas de forma solidária.