QUARTA, 20/11/2019, 19:27

Cinco meses depois de ser entregue, Castramóvel ainda não funciona

Vereadora diz que vem acompanhando de perto situação e cobrando início do serviço. Em Tamarana, iniciativa semelhante da Prefeitura já castrou quase 200 animais em seis meses.

A previsão inicial era de que o Castramóvel, que chegou à cidade em meados de junho, começasse a funcionar em até 60 dias. Tempo para lançar dois editais e fazer a plotagem do veiculo que vai puxar o trailer e contratar o pessoal responsável pela operação do serviço. Mas, cinco meses depois da chegada do equipamento, ele ainda não está funcionando. O trailer, que custou R$ 100 mil e foi comprado com recursos próprios da Prefeitura, tem um pequeno centro cirúrgico para fazer a castração de cães e gatos.

A vereadora Daniele Ziober, presidente da Comissão de Direitos dos Animais da Câmara, e ativista na área há alguns anos, diz que vem acompanhando de perto a situação e cobrando, já há algum tempo o início do funcionamento do Castramóvel. Segundo Ziober, a informação é de que em duas semanas, no máximo, os envelopes do edital para contratação do pessoal devem ser abertos.

No caso da plotagem, a identificação visual do veículo que vai puxar o Castramóvel, as duas licitações não tiveram interessados e o serviço deve ser contratado de forma direta.

Em Tamarana, um serviço semelhante começou a funcionar em maio e já castrou, até o início de novembro, quase 200 animais. Outros 140 ainda devem passar pelo procedimento.

A presidente da Comissão de Direitos dos Animais da Câmara de Vereadores diz que a meta por aqui é realizar, pelo menos, 50 procedimentos por dia. As estimativas apontam para mais de 60 mil animais soltos nas ruas de Londrina. Daniele Ziober diz que cada bicho pode ter até 60 descendentes e que é nessa época do ano que o problema se torna ainda maior, com mais animais abandonados.

Para Daniele Ziober, com a entrada em funcionamento do Castramóvel o Município começa a recuperar o tempo perdido na questão do controle de natalidade dos animais.

Por Marcos Garrido

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