QUARTA, 18/03/2026, 11:42

Gaeco denuncia policial civil em Londrina por roubo de remédios para emagrecimento

A investigação do Ministério Público apurava o desvio de uma carga avaliada em R$ 70 mil em medicamentos proibidos no Brasil

O Ministério Público do Paraná, por meio do Núcleo de Londrina do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), ofereceu denúncia criminal contra duas pessoas investigadas a partir da Operação Off Label, que apurou crimes relacionados ao comércio ilegal de medicamentos para emagrecimento proibidos no Brasil.

O inquérito policial foi instaurado no início deste ano, após a localização em um ônibus intermunicipal com um pacote contendo aproximadamente 100 ampolas do remédio Tirzepatida, de procedência ignorada, em um ônibus que saiu de Foz do Iguaçu com destino a Londrina no dia 27 de janeiro. O uso do medicamento é proibido no Brasil por resoluções da Anvisa.

Conforme detalhou o Promotor de Justiça José Paulo Montesino Gomes da Silva, no dia seguinte à localização do material, um policial civil de Londrina, que já estava afastado das funções, agiu para coagir funcionários da empresa de transporte rodoviário para obter os medicamentos que foram encontrados no ônibus.

A carga apreendida estava avaliada em R$ 70 mil.

O policial civil, que já está afastado das funções, foi denunciado pelo Ministério Público pelos crimes de comércio de medicamento ilegal, roubo e uso de documento falso, já que utilizou um distintivo falsificado.

Já uma mulher que transportou os medicamentos foi denunciada por comércio de medicamento ilegal.

Além da condenação às penas previstas na legislação, o MPPR pede na denúncia que os réus paguem ao menos R$ 100 mil por danos marais coletivos.

A denúncia também pede a perda da função pública no caso do policial civil.

Na 1ª fase da operação Off Label, deflagrada em 6 de fevereiro, foram cumpridos diversos mandados de busca e apreensão, e duas pessoas foram presas – entre elas, o policial civil de Londrina, afastado das funções, detido desde então pela prática dos crimes de roubo majorado por concurso de pessoas, uso de arma de fogo e distribuição e venda ilegal de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais.

Já a segunda fase da operação foi deflagrada em 12 de março e contou com o apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência do MP do Rio de Janeiro, da Polícia Civil de Londrina e da Corregedoria-Geral da Polícia Civil. O objetivo era apurar a existência de uma organização criminosa focada na venda de medicamentos para emagrecimento proibidos no país.

Por Fernando Bianchi

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