Reforma do Terminal Rodoviário de Londrina trava após suspensão de licitação
Projeto de concessão à iniciativa privada está paralisado por determinação do Tribunal de Contas; estrutura sofre com infiltrações
Inaugurado em 1988 com projeto de Oscar Niemeyer, o Terminal Rodoviário de Londrina (TRL) padece com problemas estruturais crônicos, como goteiras e falta de manutenção, que persistem mesmo após tentativas de viabilizar uma reforma via concessão.
Em 2023, a prefeitura obteve autorização para repassar a gestão do espaço à iniciativa privada por 30 anos, prevendo investimentos de R$ 20 milhões. No entanto, o edital publicado pela CMTU em novembro de 2024 foi suspenso por uma medida cautelar do Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) e permanece paralisado.
A decisão do órgão fiscalizador apontou irregularidades no processo, incluindo a alteração nos valores das tarifas de embarque sem a devida reabertura de prazos e a obrigatoriedade de visita técnica, o que poderia comprometer a competitividade do certame. O TCE-PR, publicou no dia 9 de março, uma determinação que, para prosseguir, o município deve retificar o edital, permitindo que a visita técnica seja substituída por uma declaração de conhecimento do local e ajustando o valor das tarifas, que subiu quase 14% na última versão.
O projeto original de modernização previa a revitalização do piso, reforma de sanitários, acessibilidade e soluções definitivas para as infiltrações. Enquanto o impasse jurídico continua, o TRL sobrevive com taxas de condomínio pagas por 19 permissionários, somando cerca de R$ 40 mil mensais, valor insuficiente para intervenções estruturais de grande porte.
Em nota, a CMTU informou que trabalha na elaboração de um novo projeto para buscar recursos e sanar gargalos que se arrastam há décadas, independentemente do desfecho da licitação.