QUINTA, 28/01/2021, 18:02

CMTU vai instalar bolsões para motos na Avenida Dez de Dezembro

Projeto piloto quer desafogar trânsito na via e dar mais segurança para motoristas e pedestres.

A Companhia de Trânsito e Urbanização de Londrina (CMTU) vai criar espaços exclusivos para motos na Avenida Dez de Dezembro, próximo à Rodoviária, nos dois sentidos da pista. São áreas reservadas para que motociclistas possam aguardar a abertura do sinal.

Com cerca de 2 metros, os bolsões serão localizados entre a faixa de pedestres e à frente da faixa em que os carros ficam posicionados. O projeto foi aprovado pela Câmara Municipal em 2019, mas não havia sido implantado até então.

De acordo com o diretor de trânsito da CMTU, Major Sergio Dalbem, os bolsões exclusivos têm o objetivo de desafogar o fluxo do trânsito da cidade, como também trazer mais segurança aos condutores e pedestres que circulam pela avenida. Ele explica que a implantação de placas e sinalizações para os bolsões é um projeto piloto que será acompanhado para verificar os resultados da mudança.

Ainda em 2019, quando vereadores da cidade aprovaram o projeto de lei que propõe os bolsões, a CMTU foi contra a implantação. No entanto, o diretor de trânsito cita que a experiência de outros municípios possibilitou que a medida fosse agora adotada em Londrina.

Segundo Dalbem, ainda há preocupação quanto aos motociclistas que andam pelos corredores de carros. O major explica que o bolsão pode provocar o aumento da circulação entre os veículos e, como forma de evitar complicações, a companhia escolheu instalar o espaço exclusivo para motos em uma avenida mais larga.

Segundo Sergio Dalbem os equipamentos de sinalização e início dos bolsões podem começar a funcionar na próxima semana. O diretor de trânsito ainda explica que a companhia vai intensificar ações de conscientização com condutores de motocicletas. Além dos bolsões, o órgão pretende implantar uma pista de reciclagem para os motociclistas e possibilitar que agentes de trânsito possam tirar dúvidas dos condutores.

Por Victor Assis

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