SEGUNDA, 16/08/2021, 18:47

Com déficit hídrico e sem previsão de chuvas, Londrina vive cenário preocupante, avalia meteorologista

Volume acumulado é 15% menor do que esperado para esta época do ano. Seca prolongada pode afetar diretamente produção agrícola, como também saúde da população.

Há mais de um mês não chove em Londrina em volumes consideráveis e a estiagem na região norte do Paraná tem trazido preocupação. De acordo com Angela Costa, meteorologista do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), a última chuva significativa no município foi no dia 16 de julho, quando foi registrado 33 milímetros.

Ela explica que a seca na região é causada por uma série de fatores, como a influência de um bloqueio atmosférico e do fenômeno La Niña, que impedem a formação de chuvas e também pelas próprias características do inverno, que é a estação mais seca do ano. Por conta destas condições, ela afirma que a situação não deve mudar pelos próximos dias.

Para a meteorologista, o cenário é preocupante. Isso porque, ao longo do ano, Londrina tem um déficit hídrico de 149 milímetros, em comparação à média histórica para o período. Segundo Angela Costa, o volume previsto para esta época do ano é de 939 milímetros, mas até o momento, a cidade acumulou 790.

Os impactos são sentidos por diferentes áreas. Na agricultura, a estiagem compromete a colheita de diferentes culturas. Já para a saúde, os riscos estão relacionados a problemas respiratórios causados pela baixa umidade relativa do ar. Angela Costa aponta ainda que o clima seco também intensifica o risco ambiental associado às queimadas.

Segundo ela, algumas medidas podem contribuir para amenizar os efeitos da falta de chuvas aqui na região. Entre as recomendações está o uso de equipamentos nebulizadores e métodos alternativos de irrigação no campo, além do uso consciente da água.

A estiagem não é exclusividade da região norte. No início deste mês, o Governo do Paraná decretou situação de emergência hídrica. Com objetivo de reduzir as consequências da falta de chuva, o documento prevê, entre outras medidas, a possibilidade de rodízios de 24 horas serem adotados em todo o estado.

Por Victor Assis

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