Conflito: Indígenas tentam invadir fazenda em Tamarana
Uma família mora na propriedade e por segurança precisou deixar o local. Diversos policiais militares foram acionados
Policiais do 5º Batalhão de Polícia Militar de Londrina foram acionados para conter um desentendimento em uma fazenda em Tamarana que estaria sendo invadida por indígenas.
De acordo com o comandante do 5º Batalhão, tenente-coronel Ricardo Eguedis, aproximadamente 80 indígenas da aldeia Apucaraninha foram até a sede da fazenda. Na propriedade, que já foi alvo de disputa judicial, existem dois imóveis, uma casa em que mora a família do caseiro, incluindo crianças, e outra residência que está vazia é que é considerada como escola pelos indígenas.
Além da família, quatro seguranças estavam no local quando os indígenas chegaram. Houve agressões com uso de pedras e a princípio, até disparos de arma de fogo.
Dois seguranças conseguiram retirar a família do caseiro da residência, por meio de uma propriedade rural vizinha. A equipe policial localizou essas pessoas ainda durante a madrugada, sem ferimentos, mas muito assustadas.
Durante o monitoramento da situação, foi utilizado um drone com sensor térmico do Comando Regional.
A polícia considerou o cenário como de risco elevado de confronto, sendo acionada a Polícia Federal e integrantes da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai).
Ainda de acordo com a polícia, por causa da concentração significativa de indígenas no local, avaliou-se que qualquer tentativa de aproximação direta naquele momento apresentaria alto risco de confronto entre os indígenas e as equipes.
Por essa razão, optou-se estrategicamente por não realizar intervenção direta durante a madrugada, preservando a segurança de todos os envolvidos.
Durante o dia serão intensificadas as tratativas institucionais, com o acionamento dos órgãos responsáveis e tentativa de mediação formal da situação.
A polícia segue acompanhado o caso, mantendo contato tanto com os proprietários da fazenda quanto com o comando do pelotão de Tamarana, que também estabeleceu interlocução inicial com lideranças indígenas locais, buscando a construção de uma solução negociada.
Há aproximadamente 30 dias os indígenas e a família que mora na propriedade estão em conflito.
O quadro ainda é considerado sensível e inspira cautela estratégica, a fim de evitar agravamento do conflito.