SEGUNDA, 12/10/2026, 14:02

Decreto limita horas extras e bloqueia gastos para reduzir déficit da Prefeitura de Londrina

Segundo o prefeito Tiago Amaral, medidas formalizam ajustes já adotados desde 2025, com revisão de contratos e prioridade para manter os serviços de saúde e educação

A Prefeitura de Londrina publicou um decreto para formalizar medidas de contenção de gastos, incluindo limites para o pagamento de horas extras e bloqueio de parte do orçamento. Em entrevista nesta segunda-feira (12), em frente ao Santuário de Nossa Senhora Aparecida, na Vila Nova, o prefeito Tiago Amaral afirmou que o objetivo é reduzir o déficit municipal sem comprometer os serviços essenciais.

Segundo o prefeito, o município enfrenta um déficit estimado em R$ 205 milhões. Ele afirmou que os ajustes serão feitos de acordo com a realidade de cada secretaria, com prioridade para as áreas administrativas e preservação dos atendimentos à população. A Prefeitura gasta entre R$ 70 milhões e R$ 80 milhões por ano com horas extras, e a expectativa é reduzir esse valor nos últimos três meses de 2026, conforme a possibilidade de cada setor.

Amaral explicou que o banco de horas também poderá ser utilizado como alternativa ao pagamento de horas extras. Nas áreas de saúde e educação, eventuais necessidades de trabalho adicional serão avaliadas para evitar prejuízos aos serviços. O prefeito também destacou a revisão de contratos e a redução de despesas consideradas excessivas.

De acordo com Amaral, boa parte das medidas previstas no decreto já vinha sendo adotada desde o início da gestão, em 2025. A novidade, segundo ele, é a formalização das regras e dos alertas sobre o comprometimento do orçamento. O objetivo é evitar que as despesas com o funcionamento da máquina pública consumam quase toda a receita disponível.

O prefeito afirmou ainda que a revisão dos contratos busca identificar desperdícios, citando como exemplo ônibus que circulam vazios em Londrina. Segundo ele, a intenção é reduzir gastos desnecessários e evitar que os custos da administração recaiam sobre a população.

Por João Gabriel Rodrigues

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