Defesa Civil e Simepar monitoram El Niño para antecipar temporais e evitar prejuízos no estado
Por conta do fenômeno, inverno será marcado pelo excesso de chuvas e por temperaturas mais amenas na comparação com o ano passado
A Defesa Civil Estadual e o Simepar estão de olho no El Niño, que vai afetar diretamente o clima em todo o estado principalmente no segundo semestre deste ano. O fenômeno aquece as águas do Oceano Pacífico e, consequentemente, favorece o registro das altas temperaturas mesmo no inverno. O calor e a umidade devem influenciar na formação de tempestades principalmente na metade sul do estado. Em entrevista à CBN nesta quinta-feira (14), o coordenador estadual da Defesa Civil, coronel Fernando Schunig, destacou a importância do acompanhamento semanal da evolução do El Niño para a antecipação de eventos que possam causar prejuízos aos municípios. Segundo ele, os temporais causados pelo fenômeno podem vir acompanhados de alagamentos e deslizamentos de terra.
Mesmo antes do registro das tempestades, a Defesa Civil já tem trabalhado junto aos municípios para a execução de ações preventivas, como a desobstrução das bocas de lobo e a execução de obras para melhorar a drenagem pluvial. Em Londrina, por exemplo, o Fundo Estadual para Calamidade Pública repassou R$ 5,5 milhões para obras que visam restabelecer a capacidade de escoamento da bacia do córrego Água Fresca, na área central. Além disso, conforme o coronel, o órgão tem atuado junto aos núcleos municipais com simulações e treinamentos dos agentes.
Ele citou como exemplo o trabalho realizado em Morretes, no litoral do estado, região que costuma sofrer com temporais e alagamentos durante o inverno.
O coronel adiantou que, para a região norte do estado, a previsão é de menos eventos prejudiciais ao longo dos próximos meses. Apesar disso, é preciso ficar atento.
O monitoramento da Defesa Civil estadual é realizado 24 horas por dia com apoio de meteorologistas do Simepar, que pretende contratar novos profissionais e radares para intensificar os trabalhos nos próximos meses. A estrutura do Centro Estadual de Gerenciamento de Riscos e Desastres acompanha as condições para o envio de alertas em caso de condições mais severas.