TERCA, 15/09/2026, 10:25

Diminuição da vazão da Usina Hidrelétrica deve ajudar na redução do nível do Rio Tibagi

Com quatro comportas abertas desde a última quarta-feira, volume de água que passa pelo vertedouro da barragem diminuiu quase 50%

Moradores de cidades do Norte do Estado, que ficam às margens do Rio Tibagi, têm percebido um grande aumento no nível da água nos últimos dias. Em Jataizinho, o rio chegou a subir cerca de três metros acima do nível normal.

Um dos motivos está relacionado à abertura das quatro comportas da Usina Hidrelétrica Jayme Canet Filho, também conhecida como Usina Mauá, localizada entre as cidades de Ortigueira e Telêmaco Borba.

Devido às chuvas recentes que atingiram o Paraná, o volume de água aumentou consideravelmente, obrigando a Copel, responsável pela administração da usina, a verter a água da barragem.

Com capacidade máxima de 650 mil m³, a barragem registrou, nos últimos dias, um volume de 634.780 m³. Atualmente, a estrutura está vertendo cerca de 1.420 m³/s, praticamente metade do volume registrado no domingo (13), quando eram vertidos 2.600 m³/s.

A grande quantidade de chuva distribuída pelas regiões Norte e dos Campos Gerais do Paraná também contribuiu para o aumento do nível da água. Isso porque os afluentes que deságuam no Rio Tibagi depois da Usina Mauá também registraram aumento no volume de água nos últimos dias.

Com a trégua das chuvas no Estado, a tendência é que o nível do Rio Tibagi diminua gradativamente ao longo dos próximos dias.

No caso de Jataizinho, uma das áreas mais afetadas pela elevação do nível do rio, a recomendação é que a população continue acompanhando as informações e, em caso de necessidade, procure a Defesa Civil pelo telefone 199.

Em nota, a Copel informou que “a UHE Usina Hidrelétrica Governador Jayme Canet Júnior opera em condição normal e segura. A usina opera atualmente no regime de fio d'água (toda a água que chega sai da usina), sem interferências nas condições do rio”. A Companhia também atualiza informações sobre o volume da barragem e a quantidade de água vertida por meio do canal no WhatsApp “Copel – Usina Mauá”.

Por Paulo Andrade

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