QUARTA, 29/04/2026, 18:11

Dono da SAF do Tubarão garante quitação do terreno do CT e projeta 2026 com controle de gastos

Guilherme Bellintani detalha pagamento de dívidas herdadas, equilíbrio orçamentário e planejamento para o futuro do clube

 

O processo de estruturação das finanças do Londrina foi um dos temas da coletiva de com o Guilherme Bellintani, dono da SAF do Tubarão, nessa quarta-feira (29), no VGD. O empresário apresentou um panorama detalhado sobre a quitação do terreno onde será construído o novo Centro de Treinamento (CT), o orçamento projetado e o compromisso no pagamento das dívidas do clube.

Um dos principais avanços foi a aquisição definitiva do terreno destinado ao novo Centro de Treinamento. Com área de 105 mil metros quadrados, o espaço agora pertence oficialmente ao clube. Segundo Bellintani, o pagamento foi integralmente concluído no início de março.

O início das obras, no entanto, depende da finalização de trâmites burocráticos relacionados ao desmembramento da área rural.

Apesar do atraso, a SAF garante que não há risco ao projeto. O orçamento de R$ 4 milhões destinado ao CT já está reservado, o que impede que recursos sejam desviados para outras áreas, como contratações.

No campo financeiro, o dirigente afirmou que o planejamento segue próximo do previsto. Receitas com direitos de transmissão da Série B e premiações da Copa do Brasil superaram as expectativas iniciais. Por outro lado, o clube enfrenta uma queda significativa na arrecadação com patrocínios, principal ponto de desequilíbrio.

Mesmo assim, a gestão opta por não ampliar gastos de forma descontrolada. A folha salarial, por exemplo, ficou acima do planejado no início do ano devido a contratações antecipadas, mas dentro de um limite considerado sustentável.

Outro ponto central da entrevista foi o detalhamento das dívidas herdadas no momento da criação da SAF. O passivo inicial, estimado em R$ 22 milhões, segue em processo acelerado de quitação.

O contrato prevê prazo de até seis anos para a liquidação, mas a atual gestão trabalha com a possibilidade de antecipar esse cronograma. O pagamento médio gira em torno de R$ 4,5 milhões por ano, valor que limita investimentos esportivos no curto prazo.

Por Paulo Andrade

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