Emprego formal inicia 2026 em alta na Região Metropolitana de Londrina
Saldo positivo supera 2 mil vagas em janeiro, com destaque para o setor de serviços em Londrina e avanço da indústria nas cidades vizinhas
O mercado de trabalho formal começou 2026 com desempenho positivo na Região Metropolitana de Londrina (RML), registrando a criação de 2.065 novos postos de trabalho com carteira assinada em janeiro.
O resultado considera as cinco principais cidades da região: Londrina, Cambé, Ibiporã, Rolândia e Arapongas, responsáveis por mais de 82% da população e 86% do Produto Interno Bruto regional. Todas apresentaram saldo positivo de empregos no período analisado, indicando retomada após oscilações registradas no fim de 2025.
Londrina liderou a geração de vagas, com saldo de 933 empregos formais. De acordo com economista Marcos Rambalducci, o desempenho representa uma reversão em relação a dezembro, quando o município havia registrado fechamento líquido de postos de trabalho.
Apesar do resultado geral positivo, a indústria londrinense apresentou retração, com saldo negativo de 50 empregos formais.
Nas demais cidades da região, o cenário foi diferente. A indústria concentrou os maiores avanços na geração de empregos, especialmente em Arapongas e Rolândia, que registraram saldos expressivos impulsionados pela atividade industrial. Arapongas abriu 491 vagas formais no mês, enquanto Rolândia somou 315 novos postos. Cambé e Ibiporã também apresentaram crescimento, com saldos de 175 e 151 empregos, respectivamente.
Na análise setorial conjunta da região, os serviços lideraram a criação de empregos, com 1.142 vagas, seguidos pela indústria, que abriu 660 postos, e pela construção civil, com saldo positivo de 360 empregos. O comércio foi o único segmento a registrar resultado negativo regionalmente, com fechamento líquido de 112 vagas no período.
Somente em janeiro em Londrina, foram feitas 9.448 admissões contra 8.515 desligamentos. Rambalducci afirmou que, apesar do número elevado, é comum essas grandes quantidades de demissão e contratação.
Os dados fazem parte do acompanhamento mensal elaborado pelo Núcleo de Pesquisas Econômicas Aplicadas (NuPEA), da UTFPR Londrina, com base nas informações do Novo Caged, do Ministério do Trabalho e Emprego.