SEXTA, 15/05/2026, 14:43

UEL aprova e encaminha criação do curso de Relações Internacionais

Graduação vai complementar grade oferecida pelo Centro de Letras e Ciências Humanas da universidade. Curso será voltado a interessados em atuar nos setores empresarial e do agronegócio, mas ainda depende de orçamento por parte do Estado

A Universidade Estadual de Londrina (UEL) aprovou a criação do curso de Relações Internacionais. A nova graduação vai passar a integrar a grade oferecida pelo Centro de Letras e Ciências Humanas (CCLH) da instituição, que já oferece os cursos de Ciências Sociais, Filosofia, História e Letras. A proposta passou por análise nos conselhos de Ensino e de Administração da UEL e segue, agora, para sanção da Secretaria Estadual de Ciência Tecnologia e Ensino Superior.

O novo curso será um bacharelado, com duração de quatro anos, no período vespertino e carga total de 2.780 horas. Serão oferecidas 45 vagas anuais. A graduação terá dois eixos centrais: comércio exterior e negociação e resolução de conflitos.

Apesar de aprovado, o curso ainda depende da liberação de orçamento, por parte do Estado, para a contratação dos professores e demais funcionários que atuariam junto aos alunos. Só depois disso a graduação será oficializada, com a abertura de vagas no vestibular.

A proposta foi apresentada aos conselhos da UEL pela vice-diretora do CLCH, professora Renata Schlumberger Schevisbiski. Em entrevista à CBN nesta sexta-feira (15), ela defendeu a nova graduação como um importante mecanismo para o desenvolvimento regional de Londrina e todo o norte do estado. Ela destacou que o profissional formado em Relações Internacionais tem atuação multisetorial, e que, na região, ele poderá trabalhar tanto em empresas como no agronegócio, em negociações relacionadas à exportação.

Atualmente, no Paraná, o curso de Relações Internacionais é oferecido em Curitiba, em nove instituições, e em Foz do Iguaçu, em duas. Renata explicou que, em Londrina, a criação da graduação vem sendo discutida desde 2012, e que a aprovação pode ser considerada um feito histórico para a região.

Por ser uma demanda antiga, a professora disse estar confiante com a implementação do curso agora pelo Governo do Estado, que vai precisar liberar os recursos necessários para que a graduação seja de fato criada na universidade.

Por Guilherme Batista

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