QUINTA, 09/07/2020, 08:52

Empresas de transporte coletivo reclamam de prejuízos durante a pandemia e pedem socorro financeiro ao município

Queda na circulação de passageiros e aumento nos custos devem impactar no próximo cálculo da tarifa

A Comissão de Administração, Serviços Públicos e Fiscalização da Câmara de Vereadores realizou uma reunião pública para discutir a situação do transporte público durante a pandemia do Coronavírus. Estiveram presentes representantes da CMTU, Ministério Público e das empresas de transporte coletivo que operam na cidade.
A principal reclamação é de aglomeração nos ônibus nos horários de pico, o que aumenta o risco de transmissão do vírus.


Para o diretor de transportes da CMTU, Wilson de Jesus, a ideia da prefeitura de estabelecer uma escala de horários diferentes para entrada no trabalho de setores como comércio, serviços e construção civil, não surtiu resultado. O cronograma não foi respeitado, e a consequência foi a superlotação.

Por parte das empresas, a reclamação é voltada ao prejuízo financeiro. A necessidade de higienização constante nos ônibus trouxe um custo não previsto inicialmente na planilha que compõe a tarifa. Soma-se a isto o fato da demanda de passageiros ter caído em torno de 70% desde o início da pandemia. Rodrigo Aparecido de Oliveira, diretor-geral da Transportes Coletivos Grande Londrina, falou em impacto forte na tarifa caso não haja equilíbrio financeiro. 

Marildo Teixeira Lopes, gerente da Londrisul, reforçou os números de queda na circulação de passageiros e aumento nos custos.

O promotor de Defesa do Consumidor, Miguel Sogaiar, fez recomendações às empresas como higienização dos veículos e terminais urbanos, exigência do uso da máscara e do distanciamento, na medida do possível. Ele afirmou que tudo está sendo cumprido, com exceção do limite de 50% da capacidade máxima de passageiros.

Por Marco Feltrin

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