Esquema de direcionamento em licitações de R$ 2,6 milhões é denunciado pela Prefeitura
Ação da Procuradoria pede a devolução do dinheiro público e o afastamento de dirigentes suspeitos de manipular cotações de preços
Uma investigação da Controladoria-Geral do Município de Londrina revelou um esquema de direcionamento de contratos e manipulação de preços envolvendo verbas públicas repassadas à Associação de Moradores de Paiquerê (AMP). Diante das provas obtidas com o apoio do Ministério Público (MPPR), a Procuradoria-Geral do Município entrou com uma ação civil pública por improbidade administrativa.
A apuração começou após denúncias na Ouvidoria e identificou uma rede de laços familiares, empresariais e de trabalho entre os diretores da associação e as prestadoras de serviço.
Durante coletiva de imprensa, o controlador-geral do município, Guilherme Arruda, destacou que o resultado é fruto de uma atuação conjunta entre a Ouvidoria, o controle interno da Prefeitura, a Procuradoria, o Ministério Público e o Observatório da Despesa Pública do Estado.
O processo pede o bloqueio de bens, o afastamento imediato dos dirigentes da entidade que administra centros de educação infantil conveniados com a Prefeitura e a devolução de R$ 2.665.759,41 repassados a quatro empresas investigadas.
Guilherme Arruda explicou que a auditoria seguiu normas técnicas rigorosas e reflete o fortalecimento da fiscalização na atual gestão municipal. Ele reforçou que o trabalho se baseou em apurações próprias e no cruzamento de dados com órgãos estaduais, o que garantiu total segurança e solidez às conclusões apresentadas à Justiça.
O controlador-geral ressaltou que a ação judicial busca punir os envolvidos e recuperar o dinheiro público. Segundo Arruda, a complexidade do caso exigiu a análise de um grande volume de documentos, mas a Prefeitura atuou para garantir que os atendimentos à comunidade não sejam prejudicados.