TERCA, 01/09/2026, 12:09

R$ 11 milhões prometidos para Assistência Social de Londrina ainda não chegaram

Recurso anunciado no início de novembro de 2025 seria destinado a projetos específicos, mas Conselho afirma que não há previsão concreta para repasse

Em novembro do ano passado o prefeito Tiago Amaral anunciou que o governo do Estado enviaria R$ 11 milhões para a Secretaria de Assistência Social, em um momento onde diversos movimentos sociais protestavam pelo corte de R$ 17 milhões do orçamento da pasta para este ano, porém, depois de oito meses, o dinheiro ainda não chegou.

A ausência do dinheiro voltou a ser discutida pelo Conselho Municipal de Assistência Social justamente em meio à análise do orçamento de 2027. A entidade afirma que o recurso estadual não pode ser considerado na composição do orçamento porque, apesar da promessa, não foi efetivamente recebido.

De acordo com Ana Cristina Góes Fuentes, 1ª secretária do Conselho, o secretário municipal de Assistência Social vem fazendo articulações com o governo estadual para tentar viabilizar o repasse. Até o momento, porém, não houve confirmação de quando o dinheiro será disponibilizado.

O recurso também não teria liberdade para ser utilizado na recomposição geral do orçamento. Segundo Ana Cristina, os R$ 11 milhões já estavam vinculados a uma finalidade específica: um projeto voltado à ressocialização e à reinserção no mercado de trabalho de pessoas atendidas em serviços de acolhimento.

Mesmo com essa destinação, o recurso poderia ajudar a recuperar parte dos atendimentos que foram reduzidos nos últimos anos. O problema, segundo o Conselho, é que ele ainda não chegou e, portanto, não pode ser usado para resolver a defasagem atual.

A situação se soma à pressão do Conselho por mais de R$ 3 milhões no orçamento municipal de 2027 para recompor serviços que foram cortados após uma redução de R$ 17 milhões do orçamento deste ano.

A equipe de reportagem da rádio CBN Londrina procurou a prefeitura de Londrina para esclarecimentos, mas não obteve respostas até a conclusão desta matéria.

Por Paulo Andrade

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