QUARTA, 29/09/2021, 12:25

Fila de espera por transplante de órgãos cresce por conta da pandemia

Pacientes que aguardavam cerca de dois meses por uma córnea têm espera aumentada para quase dois anos

A pandemia do Coronavírus aumentou a fila de espera por um transplante de órgãos no Paraná. A informação foi divulgada na Câmara de Vereadores de Londrina durante a celebração do Dia Municipal do Doação de órgãos, data presente no calendário de comemorações oficiais do município desde 2014.
Segundo a enfermeira Emanuelle Zocoler, coordenadora da Organização de Procura de Órgãos de Londrina, a principal demanda é por um rim, órgão esperado por 60% dos 2,5 mil pacientes que aguardam por um transplante no estado. O transplante de córnea é outro que preocupa, com a espera podendo chegar a até dois anos.
O volume de doações no estado caiu de 43,8 doações efetivas por milhão em 2019, antes da pandemia, para apenas 13,7 no primeiro semestre deste ano. Na região de Londrina, por exemplo, foram 164 notificações de possíveis doações registradas de janeiro a setembro, mas apenas 35 doações efetivadas. Em 52% dos casos, o processo é impossibilitado por contraindicações clínicas. Porém, em 23%, há recusa familiar em realizar a doação.

Maria Helena Bonifácio, perdeu a mãe Ana Paula em maio de 2018, após um Acidente Vascular Cerebral. A família autorizou a doação dos órgãos, que salvaram a vida de outros seis pacientes.Adriele Bueno descobriu em 2016 que sofria de hipertensão arterial pulmonar, uma doença genética que havia acometido outras duas pessoas da família. Depois de um tratamento em São Paulo, veio a oportunidade do transplante de órgão, em dezembro de 2019. Um ano e nove meses depois, ela expõe um sentimento de total gratidão.  
Mais informações sobre doação de órgãos podem ser obtidas no site http://www.paranatransplantes.pr.gov.br.

Por Marco Feltrin

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