SEGUNDA, 16/08/2021, 18:38

Gaeco de Londrina cumpre mandados contra grupo investigado por exploração do jogo do bicho

Ordens judiciais foram expedidas contra ex-delegado e outras pessoas no âmbito da Operação Arapongas, que apura um esquema de corrupção entre policiais da cidade.

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, o Gaeco de Londrina, com apoio da Corregedoria da Polícia Civil, cumpriu nesta segunda-feira, um mandado de prisão contra um ex-delegado e três mandados de busca e apreensão no âmbito da operação Arapongas, que investiga a exploração de jogos de azar e a lavagem de dinheiro na cidade.

As ordens judiciais, expedidas pela 1ª Vara Criminal da comarca, são complementares à fase anterior da apuração, ocorrida no início do mês. De acordo com o Ministério Público, depois do cumprimento de alguns mandados em endereços ligados ao ex-delegado na última etapa da operação, os promotores verificaram que ele teria ocultado e retirado diversas provas do apartamento onde morava em Arapongas.

Segundo o MP, parte do material teria sido guardada num veículo deixado em uma oficina mecânica da cidade e acabou apreendido. O coordenador do Gaeco de Londrina, promotor Jorge Barreto, diz que para ocultar as provas, o ex-delegado teria contado com a ajuda da esposa e de um sócio, também ex-policial.

Além da prisão do ex-delegado, a esposa dele e o sócio estão proibidos de manterem contato entre si e com os demais investigados e testemunhas da operação, deflagrada em setembro de 2020. A investigação apura o funcionamento de um possível esquema de corrupção de policiais da 22ª Subdivisão Policial de Arapongas, que supostamente receberiam propinas mensais para fechar os olhos e não combater o jogo do bicho na cidade.

Em algumas mensagens internas do grupo, flagradas pelo Gaeco, eles chamavam a propina de “costuras, blusas ou encomendas”, e o bicheiro era chamado de “costureira”.

Além disso, os policiais investigados também teriam fornecido informações sigilosas ao grupo que explorava os jogos de azar na cidade.

Por Marcos Garrido

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