Guarda Municipal vai intensificar combate aos flanelinhas em eventos de Londrina
Secretário de Defesa Social afirma que prática de extorsão será combatida e defende maior integração entre organizadores de eventos e forças de segurança
A atuação de flanelinhas em eventos esportivos, culturais e de entretenimento voltou ao centro das discussões sobre segurança pública em Londrina. O secretário municipal de Defesa Social, Tenente-Coronel Ricardo Eguedis, afirmou que o problema já está sendo monitorado pela Guarda Municipal e que novas ações serão adotadas para reduzir os casos de intimidação contra motoristas.
Segundo Eguedis, o município identificou que a maior parte das ocorrências envolve sempre os mesmos indivíduos, que atuam principalmente em locais com grande concentração de público. O objetivo agora é realizar o mapeamento dessas pessoas por meio do setor de inteligência da Guarda Municipal.
Eguedis ressaltou que pedir dinheiro não é crime no Brasil, mas destacou que situações de constrangimento, ameaça ou cobrança obrigatória configuram problemas que exigem intervenção do poder público. A preocupação maior está nos casos em que motoristas se sentem coagidos a pagar para estacionar em vias públicas.
Uma das medidas estudadas é aumentar a integração entre organizadores de eventos, Prefeitura, Guarda Municipal e Polícia Militar. O secretário afirmou que, em diversas ocasiões, grandes eventos são comunicados aos órgãos responsáveis pelos alvarás, mas as forças de segurança não recebem informações prévias suficientes para planejar ações preventivas no entorno.
De acordo com ele, a falta desse planejamento dificulta o combate aos flanelinhas, além de aumentar riscos como furtos, arrombamentos e danos a veículos estacionados nas proximidades dos eventos.
A intenção da Secretaria de Defesa Social é criar protocolos que permitam antecipar a atuação das equipes de segurança, garantindo proteção não apenas dentro dos espaços dos eventos, mas também nas áreas externas, que continuam sendo responsabilidade do poder público.
O secretário defendeu que o enfrentamento do problema depende de ações coordenadas e de presença preventiva das forças de segurança, especialmente em eventos de grande porte que reúnem milhares de pessoas.