TERCA, 27/01/2026, 14:46

Julgamento de pai e avó de Eduarda Shigematsu é marcado para o dia 23 de junho

Depois de seis cancelamentos, acusados de matar adolescente vão à Júri em Maringá 

Após uma sequência de adiamentos, a Justiça finalmente marcou para o dia 23 de junho o julgamento de Ricardo Seidi e Terezinha de Jesus Guinaia, pai e avó de Eduarda Shigematsu, adolescente assassinada em 2019, em Rolândia. O júri popular será realizado em Maringá e ocorre depois de seis cancelamentos ao longo dos últimos anos.

Eduarda tinha 11 anos quando foi encontrada morta, enterrada no quintal de um imóvel pertencente ao próprio pai. O corpo foi localizado em abril de 2019. Ricardo Seidi está preso desde o início do processo e, em depoimento à Justiça, admitiu ter ocultado o cadáver da filha, mas negou a autoria do homicídio.

A avó paterna da adolescente, Terezinha de Jesus Guinaia, também chegou a ser presa sob acusação de participação no crime. Ela permaneceu detida por cerca de seis meses e atualmente responde ao processo em liberdade. Em todas as manifestações, nega qualquer envolvimento na morte da neta.

Inicialmente, o julgamento ocorreria em Rolândia, cidade onde o crime foi registrado. Posteriormente, a sessão foi transferida para Londrina e, após novo pedido da defesa, acabou sendo deslocada para Maringá, onde agora deve acontecer em definitivo.

Ricardo Seidi será julgado por homicídio triplamente qualificado (por asfixia, pelo uso de recurso que dificultou a defesa da vítima e por feminicídio) com agravante pelo fato de Eduarda ser menor de 14 anos. Ele também responde pelos crimes de ocultação de cadáver e falsidade ideológica.

Já Terezinha responde por ocultação de cadáver e falsidade ideológica. Apesar das acusações, ela aguarda o desfecho do processo em liberdade.

Durante o inquérito, Ricardo afirmou à Polícia Civil que a filha teria cometido suicídio e que, em estado de desespero, decidiu enterrar o corpo. No entanto, o laudo de necropsia descartou essa versão, apontando que a causa da morte foi esganadura. 

Um relatório mais recente da Polícia Científica, anexado ao processo em agosto de 2025, reforçou a conclusão: o corpo apresentava marcas compatíveis com pressão manual no pescoço, além de equimoses e escoriações no queixo, afastando definitivamente a hipótese de suicídio.
 

Por Paulo Andrade

Comentários