Londrina confirma mais duas mortes por problemas respiratórios e reforça vacinação
Com baixa procura por vacinas, vírus da gripe e VSR preocupam; postos móveis e drive-thru tentam atrair a população
A Secretaria Municipal de Saúde de Londrina confirmou duas novas mortes causadas por problemas respiratórios graves na cidade. As vítimas foram uma criança de apenas um ano e um idoso de 61 anos, ambos já portadores de outras doenças crônicas.
Com esses novos registros, o município atinge a marca de 26 mortes por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) ao longo deste ano. Do total de óbitos, seis foram causados pelo vírus da gripe (influenza) e cinco pelo vírus sincicial respiratório (VSR), que afeta principalmente crianças, enquanto os demais casos ainda dependem de exames mais detalhados. Nenhuma morte por Covid-19 foi registrada no período.
O cenário atual acende um alerta na saúde pública devido à circulação de vários vírus ao mesmo tempo. O vírus sincicial respiratório lidera os diagnósticos, seguido pela gripe dos tipos A e B, além do rinovírus e do adenovírus.
De acordo com a diretora de Vigilância em Saúde, Fernanda Fabrin, os grupos mais vulneráveis como crianças, idosos, gestantes e doentes crônicos precisam de atenção redobrada. A diretora reforça que manter a carteira de vacinação em dia é a maneira mais segura e eficaz de evitar complicações, internações e novos óbitos.
A alta procura nos hospitais reflete o avanço dessas doenças na cidade. Ao longo da última semana, quase um terço dos atendimentos no Pronto Atendimento Infantil (PAI) foi motivado por sintomas respiratórios, somando 776 crianças de um total de 2.258 pacientes. Nos postos voltados ao público geral, as síndromes respiratórias responderam por cerca de 15% das mais de 15 mil consultas realizadas. A situação também resultou na internação recente de 20 crianças e 14 adultos em leitos hospitalares.
Mesmo diante do risco, a cobertura vacinal em Londrina continua preocupante e bem abaixo da meta de 90% estipulada pelo Ministério da Saúde. Entre as crianças de seis meses a cinco anos, apenas 38% foram vacinadas. Já o público com mais de 60 anos teve uma leve melhora na procura, mas o índice ainda estaciona em 57%.