Londrina reforça ações contra a dengue diante do risco de aumento de casos no verão
Gerente da Vigilância Ambiental, Nino Ribas, alerta para os efeitos do El Niño e destaca o uso de novas tecnologias, como a Wolbachia, para evitar uma nova epidemia
Com a proximidade do verão e a previsão de aumento dos casos de dengue em várias regiões do Brasil por causa do fenômeno El Niño, Londrina está reforçando as ações de prevenção e combate ao mosquito Aedes aegypti. Em entrevista à Rádio CBN Londrina, o gerente da Vigilância Ambiental, Nino Ribas, afirmou que o município já prepara medidas para evitar uma nova epidemia, principalmente com o aumento das chuvas e das temperaturas.
Segundo Ribas, a situação epidemiológica da cidade permanece estável, sem registro de surtos ou picos de transmissão nas últimas semanas. Mesmo assim, a Vigilância mantém o monitoramento diário dos casos e da quantidade de mosquitos nos bairros. O trabalho também conta com armadilhas que ajudam a identificar as regiões com maior presença do inseto e direcionar as equipes para os locais que precisam de mais atenção.
Entre as estratégias está a utilização da tecnologia Wolbachia, que consiste na soltura de mosquitos que carregam uma bactéria capaz de reduzir a transmissão do vírus da dengue. A iniciativa é realizada inclusive aos finais de semana e feriados.
De acordo com o gerente, a combinação de tecnologia com o trabalho dos agentes de endemias contribuiu para reduzir em mais de 70% os casos da doença entre 2025 e 2026. A intenção é manter essa queda, mesmo diante do risco de aumento das infecções nos próximos meses.
Ribas também destacou que o município está preparando um plano de contingência para enfrentar um possível avanço da doença. Ele lembrou que Londrina já enfrentou uma epidemia de dengue em 2015 e 2016, também durante um período de El Niño, e que a experiência serve de alerta para antecipar medidas.
O gerente reforçou ainda que a participação dos moradores é fundamental. Ele pediu que a população receba os agentes de combate às endemias, que passaram por capacitação em parceria com a Universidade Estadual de Londrina (UEL), e faça vistorias nos próprios imóveis pelo menos uma vez por semana, principalmente após períodos de chuva. Segundo Ribas, o trabalho dos agentes tem caráter educativo e preventivo, e a entrada nas residências ajuda a proteger não apenas os moradores, mas também os vizinhos.