Mãe de vigilante morto em tragédia diz que cada ano de vida do filho valeu R$ 1 mil: “Para ele, R$ 32 mil foi nada”
Valdenice dos Santos participou de protesto no local da morte de Lucas Orozimbo, em Londrina, e cobrou Justiça. Motorista envolvido no acidente pagou fiança de R$ 32 mil e vai responder ao processo em liberdade
A dor de perder um filho de apenas 32 anos se mistura à revolta com a decisão da Justiça de permitir que o motorista envolvido no acidente que matou o vigilante Lucas Orozimbo, em Londrina, responda ao processo em liberdade. O homem deixou a delegacia no início da tarde de sexta-feira (30), depois de pagar uma fiança de R$ 32 mil, determinada durante audiência de custódia.
Nesta segunda-feira (2), amigos e familiares de Lucas se reuniram no local do acidente, registrado na madrugada de quinta-feira (29), para prestar homenagens e cobrar Justiça. A mãe do vigilante, Valdenice dos Santos, esteve presente e contou que visitar pela primeira vez o ponto onde o filho perdeu a vida foi uma experiência muito difícil.
A mãe também afirmou que espera que a investigação esclareça todos os detalhes do acidente, principalmente a velocidade em que o veículo estava e as circunstâncias da colisão. Segundo ela, a família deve conversar com o advogado para definir os próximos passos depois da divulgação do laudo.
Valdenice cobra uma punição rigorosa ao motorista e questiona o fato de ele ter sido liberado após o pagamento da fiança. Para ela, a situação vai muito além de um acidente de trânsito.
A revolta aumentou depois que Valdenice soube do valor pago para que o motorista deixasse a prisão. Em uma das declarações mais fortes durante o protesto, ela comparou a fiança ao valor da vida do filho.
Para Valdenice, a cobrança por Justiça também é uma forma de defender a memória do filho e evitar que outras famílias passem pela mesma dor.
A Polícia Civil investiga o caso e espera os laudos técnicos e imagens de câmeras para esclarecer como o acidente aconteceu. O motorista pode ser responsabilizado criminalmente e pegar até 20 anos de prisão.