Prefeitura de Arapongas prepara novas medidas após denúncia de professora que teria medicado bebês
Secretaria de Educação pretende ampliar o suporte psicológico aos profissionais, oferecer acompanhamento às famílias e discutir a instalação de câmeras nos CMEIs. Polícia Civil aguarda resultados de exames toxicológicos
A denúncia de que uma professora de um Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) de Arapongas teria administrado clonazepam, medicamento de efeito sedativo, a crianças de até um ano e quatro meses, acendeu um alerta na rede municipal de ensino. O caso envolve dois bebês e começou a ser investigado depois que colegas da profissional perceberam alterações no comportamento das crianças e registraram imagens que mostram a suspeita de administração de um líquido. A professora foi afastada por 60 dias.
Diante da situação, a Prefeitura abriu um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) e informou que também acionou a Polícia Civil e o Conselho Tutelar. As aulas serão retomadas normalmente na terça-feira (3), com a manutenção de dois profissionais por sala nos berçários e no Infantil I. A Secretaria de Educação também pretende disponibilizar acompanhamento psicológico e assistência social para auxiliar as famílias e a equipe do CMEI.
O secretário municipal de Educação, Lino Batista de Oliveira, afirmou que a administração também estuda ampliar os mecanismos de segurança nas unidades, incluindo a instalação de câmeras de monitoramento.
Outro ponto que ganhou atenção da Secretaria é a saúde mental dos profissionais da educação. Segundo o secretário, uma pesquisa identificou fatores que provocam desgaste emocional entre os servidores. Com base nos resultados, a pasta prepara ações de acolhimento e acompanhamento.
A delegada Camila Costa, da Delegacia da Mulher, informou que as mães das crianças foram ouvidas e relataram alterações na rotina de sono dos bebês, percebidas há aproximadamente três meses. Exames toxicológicos foram coletados pela Polícia Científica para verificar se houve ingestão do medicamento.
Segundo a delegada, a investigação começou após o recebimento de dois vídeos que mostram uma criança recebendo um líquido com uma colher. A suspeita de que a substância seja clonazepam surgiu porque o medicamento foi encontrado na bolsa da professora.