Moradores relatam novos tremores na região sul de Londrina
Registros são analisados por USP e UEL; especialistas afirmam que abalos são de baixa magnitude e não oferecem risco
Moradores da região sul de Londrina continuam relatando novos tremores de terra nas últimas semanas. Diversos registros foram inseridos na plataforma Sentiu Aí, mantida pela Universidade de São Paulo (USP), em que a população pode informar a ocorrência de abalos.
Segundo o professor da Universidade Estadual de Londrina, José Paulo Pinese, os relatos precisam ser confirmados por equipamentos. Ele explica que a UEL trabalha em parceria com a USP, que mantém uma base sismográfica na cidade. Até o momento, os registros confirmados nos equipamentos apontam ocorrência apenas no dia 26 de dezembro.
O monitoramento é feito de forma conjunta: os sismógrafos pertencem à Universidade de São Paulo (USP), enquanto os técnicos responsáveis pela análise dos dados são da Universidade Estadual de Londrina (UEL).
Reuniões recentes entre as instituições indicaram um epicentro próximo à região de condomínios como o Alphaville, área que já apresenta histórico de tremores. De acordo com o professor, há registros instrumentais desde 2016, passando por 2018 e 2020, o que mostra que o fenômeno não é recente.
O especialista reforça a importância de a população continuar registrando os tremores na plataforma oficial, mas tranquiliza: a magnitude dos abalos é considerada baixa. Segundo ele, os registros nunca ultrapassaram 2.1, o que não representa risco de grandes danos, embora possa causar incômodo aos moradores.
A intenção é ampliar o monitoramento e reforçar a divulgação de informações técnicas para reduzir a ansiedade da população.