MP denuncia três investigados por esquema de fraude fiscal e lavagem de dinheiro em Arapongas
Grupo é acusado de usar empresas de fachada, sócios fictícios e notas fiscais falsas para sonegar impostos e ocultar dinheiro de origem ilícita. Prejuízo supera R$ 1,2 milhão
O Ministério Público do Paraná (MPPR), por meio do Núcleo de Londrina do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), denunciou três pessoas investigadas por esquema de fraude fiscal, estelionato, falsidade documental e lavagem de dinheiro. A ação penal é resultado das investigações iniciadas em 2019 para apurar a exploração do jogo do bicho em Arapongas e que, posteriormente, identificaram um complexo esquema de ocultação de recursos.
Segundo o Promotor de Justiça Leandro Antunes, os investigados utilizavam empresas de fachada registradas em nome de "sócios fantasmas" e até de profissionais da contabilidade já falecidos para emitir notas fiscais falsas.
O objetivo seria ocultar dinheiro obtido de forma ilícita e deixar de recolher tributos estaduais, principalmente o ICMS, causando prejuízos aos cofres públicos.
O Ministério Público pede a condenação dos denunciados pelos crimes investigados, além da proibição de exercer cargos públicos e funções de direção ou gerência em empresas pelo dobro do tempo da pena aplicada.
A denúncia é um desdobramento da Operação Enxágue, que teve duas fases de buscas e apreensões em 2020. Durante as investigações, o Gaeco e a Polícia Civil apreenderam mais de R$ 500 mil em dinheiro, veículos de luxo, documentos e equipamentos, além de reunirem provas que apontam a existência de um esquema de lavagem de dinheiro ligado inicialmente à exploração de jogos de azar em Arapongas.