SEGUNDA, 18/05/2026, 07:14

Museu Histórico de Londrina será reaberto no dia 8 de junho após reforma elétrica

Fechado desde 2024, prédio histórico recebeu investimento de R$ 1,5 milhão do governo do estado para modernizar fiação e garantir segurança do acervo; espaço ganhará ar-condicionado nas galerias

O Museu Histórico Padre Carlos Weiss, um dos principais guardiões da memória de Londrina, já tem data para reencontrar o público. Fechado desde agosto de 2024, o espaço ligado à Universidade Estadual de Londrina (UEL) reabre oficialmente as portas no próximo dia 8 de junho. A inauguração está marcada para as 19 horas, em uma cerimônia voltada a convidados e autoridades na parte externa do prédio. Durante o período em que esteve fechado, o local passou por uma reconstrução completa de sua estrutura elétrica para garantir a segurança dos visitantes e do patrimônio.

A modernização recebeu um investimento total de cerca de R$ 1,5 milhão. Os recursos vieram do governo do estado, por meio da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e do Fundo Paraná. A mobilização para a melhoria começou ainda em 2020, com uma verba inicial de R$ 350 mil liberada pelo deputado estadual Tercilio Turini para a elaboração do projeto. Com o planejamento pronto, o estado liberou mais R$ 1,125 milhão para executar a renovação completa da rede de energia.

Na prática, toda a fiação antiga, circuitos e quadros de distribuição foram substituídos por equipamentos modernos. De acordo com a diretora do museu, a professora Edmeia Ribeiro, essa intervenção era urgente para proteger o prédio, que foi construído na década de 1940. A principal melhoria prática da reforma é que, agora, o museu terá suporte elétrico para instalar aparelhos de ar-condicionado nas salas de exposição, o que ajuda a preservar os objetos históricos contra o desgaste do tempo e do clima.

Atualmente, as equipes trabalham nos ajustes finais para a reabertura. No primeiro andar, onde fica o setor administrativo, o trabalho já terminou e os ares-condicionados foram instalados. Já nas galerias de exposição do térreo, o acervo está sendo reorganizado. Como as peças precisaram ser retiradas de lugar para as obras, os funcionários aproveitaram a oportunidade para pintar e renovar as vitrines que abrigam os objetos.
Assim que essa etapa for concluída, a direção do museu planeja iniciar uma nova fase de revitalização, focada na parte externa do prédio.
Os próximos passos incluem a pintura da fachada, recuperação das grades e dos beirais de madeira, além de melhorias de acessibilidade nos banheiros externos e uma nova pintura nos dois vagões de trem que ficam estacionados na antiga plataforma ferroviária.

Por João Gabriel Rodrigues

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