Novo comandante do 5º Batalhão da PM diz que nenhum policial sai às ruas pensando em entrar em confronto com bandidos
Ele garante que equipes apenas revidam quando há reação por parte dos suspeitos. Somente na última semana, cinco homens morreram baleados em três supostos confrontos com a polícia na cidade.
O novo comandante do 5º Batalhão da Polícia Militar, tenente-coronel Juliano Berleze, defendeu o direito de as equipes policiais confrontarem suspeitos quando houver reação por parte deles em eventuais abordagens. No último dia 21, familiares de um adolescente de 14 anos fecharam a PR-445, em Cambé, em protesto contra a ação policial que terminou na morte do rapaz. Eles garantem que o menor não reagiu à abordagem e foi morto pelas costas, enquanto tentava fugir. Também foram registradas manifestações na região do conjunto Nossa Senhora da Paz, na zona oeste, e no jardim Santo André, na zona norte de Londrina.
Somente na última semana, entre os dias 25 e 29 de maio, cinco homens morreram baleados em três supostos confrontos com a polícia na cidade. Num dos casos, dois homens teriam encarado policiais do Choque na avenida Brasília. Um deles, com passagens por roubos a joalherias e receptação, era acusado de enviar mensagens ameaçando de morte a ex-esposa e familiares dela. Na ocorrência mais recente, de sexta-feira (29), equipes da Rone foram checar uma denúncia de tráfico de drogas no residencial Flores do Campo e dois homens foram baleados e mortos após uma suposta reação à abordagem.
O novo comandante da PM garantiu que nenhum policial sai às ruas pensando em entrar em confronto com os bandidos. A ação é apenas resultado da reação dos suspeitos, que, na maioria das vezes, conforme Berleze, estão armados e não aceitam a abordagem da polícia.
O tenente-coronel destacou o preparo técnico das equipes para lidar com as situações de conflito, e lembrou que, até o momento, apesar das contestações frequentes de familiares dos mortos, nenhum agente foi condenado na cidade por eventuais excessos nas abordagens.
Em relação à morte do adolescente de 14 anos, o caso segue sendo investigado pela Polícia Civil e pelo Ministério Público.