SEGUNDA, 08/03/2021, 18:39

Novo decreto estadual muda pouca coisa para bares e restaurantes, afirma presidente da Abrasel

Leonardo Leão diz que novas regras, que entram em vigor nesta quarta-feira, deixam situação ainda mais difícil para os bares e que setor, de forma geral, está desesperado e com a corda no pescoço.

Com a prorrogação, na última sexta-feira, do decreto estadual que fechou as atividades não essenciais, bares, restaurantes, lanchonetes e similares completaram mais de dez dias, incluindo dois finais de semana, funcionando apenas com o serviço de entrega a domicílio. A situação muda nesta quarta-feira, com a entrada em vigor de uma série de novas regras. Entre elas, a permissão para que o setor possa funcionar com atendimento presencial, de segunda a sexta-feira, 10h às 20h. Mas, com apenas 50% da capacidade.

Pelo novo decreto, bares, restaurantes e lanchonetes também vão poder atender nos finais de semana, em sistema de delivery por 24h.

O presidente da regional Norte da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes, Abrasel, Leonardo Leão, diz que as regras, que entram em vigor nesta quarta-feira, mudam pouca coisa na realidade de um setor que já está estrangulado e que para os bares a situação é ainda mais difícil.

Na opinião do presidente da Abrasel, o decreto foi editado apenas por pressão dos empresários do varejo e não muda a realidade dos estabelecimentos que trabalham com alimentação.

Segundo Leonardo Leão, que é proprietário de um bar e restaurante na área central da cidade, as demissões seguem ocorrendo em ritmo acelerado e muitos estabelecimentos avaliam a possibilidade de fechar as portas.

O empresário e presidente da Abrasel fala em desespero e corda no pescoço e diz que não se trata mais de lucro, e sim de sobrevivência.

Por Marcos Garrido

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