SEGUNDA, 22/07/2019, 15:25

Padrasto teria assassinado enteada para esconder abuso sexual

Investigações apontam, ainda, que, antes de cometer o crime, suspeito tentou subornar a menina com uma nota de cinco reais. Corpo da criança foi encontrado em mata no domingo em Londrina.

A Polícia Civil de Londrina apresentou oficialmente nesta segunda-feira Sandro de Jesus Machado, de 26 anos, acusado de matar a própria e abusar sexualmente da própria enteada, de apenas nove anos de idade. O corpo de Sara Emanuele Silva foi encontrado a cerca de dois quilômetros da casa onde morava com a família, no meio de uma mata nos fundos do jardim Abussafe, na zona leste da cidade.

Depois da descoberta do paradeiro da menina, que estava desaparecida há quase 24 horas, o suspeito se entregou para a polícia. Enquanto era levado pra delegacia, ele teria confirmado o crime aos policiais. Mas, durante o interrogatório formal, Machado se manteve em silêncio. Durante a apresentação, a CBN também tentou ouvi-lo, mas ele ficou calado. Apenas balançou a cabeça afirmando que estaria arrependido do que fez.

O delegado-chefe da Polícia Civil em Londrina, Osmir Ferreira Neves, destaca que a principal linha de investigação apura a possibilidade de o acusado ter matado a enteada para evitar com que ela contasse que havia sido abusada sexualmente por ele. Ainda conforme o delegado, o suspeito teria tentado subornar a garota com uma nota de cinco reais, e resolvido agir quando percebeu que ela não ia aceitar e procurar a mãe para denunciá-lo.

Neves lembra, ainda, que, antes da descoberta do corpo, Machado foi até a polícia registrar o desaparecimento de Sara, dizendo que teria visto a menina pedindo por socorro e sendo levada de casa em um carro preto. Uma informação que já foi totalmente descartada pela investigação, segundo o delegado.

A polícia espera agora pela conclusão dos exames do Instituto Médico Legal que podem confirmar o abuso sexual e o que causou a morte da menina. Sara morava em Londrina há cerca de dois anos com o padrasto, a mãe e os dois irmãos pequenos: uma garota de cinco anos e um menino de apenas seis meses. O delegado afirma que não está descartada a possibilidade de o acusado ter abusado também das outras crianças, que, diferentemente de Sara, são filhos biológicos dele.

Por Guilherme Batista

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