SáBADO, 07/11/2026, 11:13

Paraná registra 12 mortes após acidentes com abelhas em 2026

Estado contabilizou 2.342 ocorrências envolvendo abelhas entre janeiro e outubro. Sesa alerta para o aumento do risco de acidentes com animais peçonhentos durante os períodos de calor e chuva

O Paraná registrou 12 mortes provocadas por acidentes com abelhas entre janeiro e outubro de 2026. No período, foram contabilizadas 2.342 ocorrências envolvendo esses insetos. Apesar de não liderarem o número de acidentes com animais peçonhentos no Estado, as abelhas estão entre os casos mais preocupantes pelo risco de morte, principalmente em situações de alergia ou ataques com múltiplas picadas.

De acordo com Juliana Cequinel, bióloga da Divisão de Vigilância de Zoonoses e Intoxicações da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), as mortes foram causadas por reações alérgicas ao veneno ou pelo grande número de picadas recebidas pelas vítimas.

A Secretaria de Estado da Saúde alerta que o aumento das temperaturas, associado ao volume elevado de chuvas nos últimos meses, favorece o aparecimento de animais peçonhentos. Com o calor, esses animais ficam mais ativos, saem em busca de alimento e se movimentam mais durante o período de reprodução. O risco também aumenta com a circulação de pessoas em áreas de mata, regiões turísticas e no Litoral.

As abelhas aparecem em terceiro lugar no número de acidentes com animais peçonhentos no Paraná. Na frente estão as aranhas e os escorpiões. Entre janeiro e outubro deste ano, foram registrados 6.543 acidentes com aranhas e 7.180 com escorpiões. Não houve mortes nesses dois grupos no período. Em 2025, o Estado contabilizou 9.558 acidentes com aranhas e 8.472 com escorpiões, além de quatro mortes provocadas por picadas de escorpiões.

Outro dado que chama a atenção é o volume de animais recolhidos no Estado. Em 2026, mais de 72 mil exemplares foram encaminhados ao Laboratório de Taxonomia Animal, sendo que 93% eram escorpiões-amarelos, uma das espécies que mais preocupam as autoridades de saúde. O trabalho de recolhimento e identificação também ajuda a monitorar quais espécies estão presentes no Paraná e como estão distribuídas pelas diferentes regiões.
 

Por João Gabriel Rodrigues

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