Ratinho Júnior defende renovação no Senado e critica atuação da bancada paranaense
Em visita a Londrina, governador descarta disputa presidencial e prega a eleição de senadores mais "combativos" para defender os interesses do estado em Brasília
Durante agenda em Londrina nesta quinta-feira (26), o governador Ratinho Júnior (PSD) subiu o tom contra a atual representação do Paraná no Congresso Nacional. Ao analisar o cenário para as próximas eleições, o chefe do Executivo estadual afirmou que a atual bancada de senadores está "muito fraca" e que o estado carece de representantes que priorizem as demandas locais em vez de se desgastarem em disputas políticas na capital federal. Segundo Ratinho, a prioridade do seu grupo político agora é construir um time que garanta a continuidade do desenvolvimento paranaense, com foco especial na escolha de nomes mais combativos para as duas cadeiras que estarão em disputa no Senado.
Além das articulações politicas, o governador aproveitou para reafirmar sua permanência no comando do estado, descartando definitivamente qualquer candidatura à Presidência da República. Ele classificou o momento institucional do Brasil como "delicado" e "não sadio", citando os constantes conflitos entre os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Ratinho destacou que sua principal preocupação tem sido criar uma espécie de "blindagem" no Paraná para impedir que a polarização e a "poluição institucional" de Brasília prejudiquem os serviços públicos e os investimentos estaduais.
Sobre o calendário eleitoral, o governador minimizou a ansiedade em torno da definição de nomes para a chapa majoritária, lembrando que as decisões oficiais só ocorrem nas convenções de julho. No entanto, ele ressaltou que o diálogo com partidos aliados está avançado e que o objetivo é apresentar, nos próximos dias, uma equipe alinhada com os avanços em áreas como educação e habitação.
Para Ratinho Júnior, aos 44 anos, a prioridade é concluir sua missão no governo paranaense de forma organizada e planejada, deixando futuras oportunidades nacionais para um momento posterior de sua trajetória pública.