QUINTA, 02/07/2026, 11:46

Secretária de Saúde garante que prédio da UPA Sol não será demolido

Possibilidade voltou a ganhar força essa semana, depois de um homem invadir o local pelo telhado para furtar fios e canos de cobre. Local segue fechado para reformas, mas segunda fase do serviço ainda nem foi licitada

A rádio CBN recebeu a informação nesta quinta-feira (2) de que o município estava avaliando a possibilidade de demolir o prédio da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do jardim do Sol, na zona oeste de Londrina. O local está fechado há quase um ano para uma ampla reforma. O atendimento está sendo prestado à população de forma provisória no antigo Mater Dei, no centro.

A atual administração já tinha admitido, em diversas oportunidades, que o prédio desativado apresenta uma série de problemas estruturais, e que poderia ser mais viável derrubá-lo para construir um novo "do zero". A possibilidade voltou a ganhar força essa semana, depois de um homem invadir o imóvel fechado pelo telhado para furtar fios e canos de cobre. Ele foi preso em flagrante pela Guarda Municipal.

Procurada pela CBN, a secretária de Saúde, Vivian Feijó, garantiu que a demolição não vai acontecer. Ela orientou a reportagem a procurar o Núcleo de Comunicação da prefeitura, que nos enviou uma nota "atualizando" a situação da UPA desativada. De acordo com a nota, o projeto arquitetônico da unidade "foi finalizado e será protocolado essa semana na Vigilância Sanitária do município". Depois disso, o projeto será enviado à Secretaria de Obras para elaboração dos orçamentos da licitação, que deve ser lançada ainda no segundo semestre. Ou seja, o processo licitatório ainda nem foi lançado.

Na sequência, a Secretaria Municipal de Saúde vai contratar os projetos de climatização e "toda a documentação será enviada ao Governo do Estado para a assinatura do convênio". Os recursos para a obra, que giram em torno dos R$ 6 milhões, estão garantidos e, segundo a prefeitura, "serão disponibilizados à medida que a obra avance e as devidas medições dos serviços forem realizadas".

Em abril, o prefeito Tiago Amaral teceu críticas à administração passada, destacando que não foram garantidos no orçamento os recursos necessários para a continuidade da reforma da UPA. Segundo ele, a primeira etapa das obras, orçada em R$ 1,6 milhão, previa apenas a reforma da parte estrutural do prédio e não do espaço interno como um todo.

Enquanto a UPA Sol estiver desativada, o atendimento será prestado no antigo Mater Dei. De acordo com a prefeitura, os consultórios do espaço passaram de oito para 13, os leitos de observação de 16 para 24 e as poltronas de hidratação dobraram, de 15 para 30. Além disso, a quantidade de profissionais também foi ampliada, passando de nove médicos para 13, sendo 12 clínicos gerais e um ortopedista.

Por Guilherme Batista

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