Servidores da UEL aprovam paralisação e indicativo de greve por reposição salarial
Categoria cruza os braços no dia 17 de março com ato em Curitiba; defasagem salarial acumulada em dez anos chega a 52%
Professores e servidores da Universidade Estadual de Londrina (UEL) aprovaram, em assembleia realizada nesta quarta-feira (25), uma paralisação das atividades para o dia 17 de março. Além da interrupção temporária, a categoria aprovou um indicativo de greve, com nova reunião agendada para o dia 19 de março para decidir sobre uma paralisação por tempo indeterminado.
A principal reivindicação é a reposição salarial. Segundo Lorena Ferreira, presidente do Sindiprol/Aduel (sindicato que representa a categoria), a defasagem acumulada pela inflação nos últimos dez anos deve atingir 52% entre abril e maio.
No dia 17 de março, os servidores devem seguir para Curitiba, onde realizarão um ato conjunto com outras categorias do funcionalismo público estadual. Uma reunião entre representantes sindicais e o governo estadual (Casa Civil e Fazenda) está prevista para essa sexta-feira (27), na expectativa de uma proposta oficial.
Apesar da mobilização, a administração da UEL tranquiliza os estudantes. A pró-reitora de Graduação, Ana Márcia Fernandes Tucci de Carvalho, destacou que o calendário letivo de 2026 está regularizado e em sincronia com o ano civil.
A pró-reitora ressaltou que, embora a greve seja um direito legítimo, não há motivo para preocupação imediata com o cronograma de aulas.
A recepção aos novos alunos no dia 02 de março segue mantida conforme o planejado.