QUARTA, 08/07/2026, 06:30

Sindserv descarta greve e diz que negociações por anuênio e licença-prêmio continuam com a prefeitura

Sindicato criticou postura do município de trazer para a mesa questões relacionadas ao plano de amortização da Caapsml e ao Estatuto do Servidor. Apesar disso, entidade garante que paralisação não é o caminho

O presidente do Sindserv, Sindicato do Servidores Municipais de Londrina, Fábio Molin, garantiu que a categoria não vai entrar em greve na cidade. A possibilidade começou a ser ventilada por alguns servidores nas redes sociais na última semana, depois de uma reunião do sindicato com a prefeitura para discutir duas pautas importantes: o pagamento do anuênio que havia sido congelado durante a pandemia e a retomada das chamadas licenças-prêmio que estão suspensas desde 2024. No entanto, durante a conversa, o município teria tentado discutir com a categoria questões relacionadas ao plano de amortização da Caapsml e ao Estatuto do Servidor. Molin disse que a inclusão das pautas não caiu nada bem entre a categoria. O indicativo de greve chegou a ser sugerido, mas, segundo Molin, como as negociações com a prefeitura continuam, não haveria cabimente nessa possibilidade.

Sindicato e prefeitura voltam a discutir as pautas na semana que vem. O município já apresentou uma proposta à entidade. Em relação ao anuênio "descongelado" de 1,5%, referente a um ano e oito meses que deixaram de ser pagos durante a pandemia, o Executivo propôs fazer o pagamento a partir de setembro e "jogar" o retroativo para o ano seguinte. Já em relação às licenças-prêmio, a proposta apresentada envolve o parcelamento dos valores em até 48 vezes. Somente de anuênio, o impacto na folha de pagamento da prefeitura seria de R$ 1 milhão por mês. Molin lembrou que a liberação ocorreu por meio da aprovação de uma lei no início deste ano, destacando que o município precisa encontrar uma forma de honrar com o compromisso. O presidente do Sindserv reiterou ainda que as outras pautas sugeridas na última reunião não serão discutidas neste momento.

Por Guilherme Batista

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