Tiago Amaral defende em Curitiba novo pacto financeiro para socorrer transporte de Londrina
Em abertura da 89ª Reunião da FNP, prefeito destaca que subsídio ao ônibus consome R$ 190 milhões anuais e cobra maior equilíbrio nos repasses da União e do estado
O prefeito de Londrina, Tiago Amaral, levou para a abertura da 89ª Reunião Geral da Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos (FNP), realizada nesta terça-feira (24) em Curitiba, uma cobrança direta por mais equidade nas transferências de recursos federais e estaduais para os grandes municípios.
Reunido com cerca de cem gestores na Arena da Baixada, Amaral ressaltou o descompasso financeiro enfrentado por cidades de maior porte, onde a pressão populacional cresce em ritmo acelerado enquanto a arrecadação e os repasses permanecem concentrados em localidades menores. Para o prefeito londrinense, o fórum é essencial para compartilhar soluções com cidades que enfrentam dilemas idênticos, como o caso da vizinha Maringá.
O ponto central da pauta de Londrina no encontro nacional é o peso do transporte coletivo no orçamento municipal. Tiago Amaral revelou que a prefeitura precisa aportar R$ 190 milhões por ano para manter o sistema em funcionamento, o que representa 60% do custo total da operação. O impacto financeiro é tão severo que, segundo o gestor, o montante seria suficiente para executar de cinco a sete grandes obras de transposição viária na cidade por ano. O desafio se torna ainda mais complexo diante da insatisfação do usuário, que, apesar do alto subsídio público, ainda considera o valor da tarifa elevado para o seu dia a dia.
Além da crise da mobilidade, a participação de Londrina na FNP foca na modernização da máquina pública como estratégia para otimizar os impostos pagos pelo cidadão. Amaral defende que a tecnologia deve ser a ponte para melhorar áreas críticas, como a gestão de filas na saúde e o atendimento direto à população. A proposta é utilizar ferramentas digitais para que o morador possa reportar problemas individualmente e em tempo real, eliminando intermediários e permitindo que a gestão pública trate o cidadão com o mesmo rigor de eficiência dedicado a um cliente no setor privado.
A discussão na capital paranaense segue ao longo da semana, com o objetivo de consolidar uma pauta conjunta que pressione o Governo Federal por modelos de financiamento mais justos. Para a administração de Londrina, a meta é garantir que a eficiência na gestão seja acompanhada por uma distribuição de recursos que permita não apenas manter os serviços essenciais, mas expandir a infraestrutura urbana sem comprometer a saúde financeira do município.