Usuários denunciam faltas e atrasos de psiquiatra no CAPS III de Londrina
Prefeitura confirma quatro ocorrências, aplica advertência à empresa contratada e comunica o CRM. Usuários afirmam que problemas seriam mais frequentes
Usuários do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) III, no Jardim Alto da Boa Vista, em Londrina, tem reclamado com frequência nas redes sociais sobre as faltas e atrasos de uma médica psiquiatra que atende na unidade. Segundo os relatos, as ausências prejudicam o acompanhamento dos pacientes e seriam mais constantes do que as ocorrências oficialmente registradas pela Prefeitura.
Diante das reclamações, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) realizou uma fiscalização e confirmou quatro ocorrências envolvendo a profissional: atrasos nos plantões dos dias 12 e 19 de janeiro deste ano e ausências nos dias 14 de janeiro e 2 de fevereiro.
A médica é vinculada à Labouré Serviços Médicos Ltda., empresa contratada pelo município para fornecer profissionais a serviços de saúde mental, incluindo o CAPS III. A empresa foi notificada para apresentar justificativas, mas, segundo a Prefeitura, não encaminhou manifestação formal nem documentos que comprovassem as razões das ocorrências.
Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde afirmou que a apuração ocorreu porque “é dever da Administração Pública fiscalizar os contratos”. Após a análise das escalas e dos registros de atendimento, a Prefeitura concluiu que houve descumprimento das obrigações previstas no contrato.
Como resultado, a empresa recebeu sanção de advertência, além do desconto proporcional dos pagamentos referentes aos dois atrasos. A Prefeitura também informou que os dois casos de ausência foram comunicados ao Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR).
A empresa foi notificada por meio do Jornal Oficial do Município e poderá apresentar recurso administrativo no prazo de cinco dias úteis, contado a partir de 27 de agosto.
Apesar da confirmação das quatro ocorrências, a Prefeitura não informou que tenha comprovado todas as faltas apontadas pelos usuários. Os relatos indicam que o problema seria mais recorrente, mas, até o momento, a apuração administrativa formal se restringe aos episódios registrados em janeiro e fevereiro.