SEGUNDA, 02/02/2026, 16:46

Calor intenso exige atenção redobrada de pacientes com diabetes no Paraná

Altas temperaturas e mudanças na rotina de férias podem desregular os níveis de glicose e interferir na absorção de medicamentos

A secretaria de estado da saúde do Paraná faz um alerta aos paranaenses que convivem com o diabetes: durante os períodos de calor intenso, é preciso redobrar os cuidados com a saúde. As variações climáticas típicas do verão, somadas às mudanças na rotina e na alimentação durante as férias, podem desregular os níveis de glicose no sangue, tanto em pacientes que usam insulina quanto naqueles que fazem uso de medicamentos orais. A situação pode provocar quadros de hipoglicemia ou hiperglicemia.

De acordo com o secretário de estado da saúde, Beto Preto, o calor excessivo interfere diretamente na resposta do organismo ao tratamento e destaca que o monitoramento da glicemia deve ser ainda mais frequente nesta época do ano.

Em pessoas insulinodependentes, a vasodilatação causada pelas altas temperaturas pode acelerar a absorção da insulina. Já entre os pacientes que utilizam antidiabéticos orais, o calor extremo e a desidratação podem comprometer a forma como o corpo processa o medicamento e a glicose, dificultando o controle da doença e elevando a taxa de açúcar no sangue.

No Paraná, a secretaria de estado da saúde segue a Linha Guia de Diabetes Mellitus e os Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas nacionais no atendimento às pessoas com diabetes tipo 1 e tipo 2. Nas Unidades Básicas de Saúde, o acompanhamento pela Atenção Primária inclui ações de prevenção de complicações, avaliação de risco e, quando necessário, o encaminhamento para a atenção especializada.

O Diabetes Mellitus é uma doença crônica causada pela produção insuficiente de insulina ou pela resistência do organismo à ação do hormônio, responsável por transformar a glicose em energia. Quando não controlada, a doença mantém níveis elevados de açúcar no sangue e pode causar complicações graves no coração, nos rins, nos olhos, nas artérias e nos nervos. Como não tem cura, o tratamento contínuo e preventivo é fundamental para evitar o agravamento do quadro, que pode levar à cegueira, amputações e até à morte.

Por João Gabriel Rodrigues

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