Impasse com a EPR "emperra" início da construção do viaduto da Esperança na BR-369, em Cambé
Prefeito disse que concessionária tem exigido mudanças em projeto que já foi licitado e elaborado pela construtora responsável
O prefeito de Cambé, Conrado Scheller, revelou, nesta terça-feira (15), que as obras do viaduto da Esperança, na BR-369, só não começaram ainda em razão de um impasse com a EPR, concessionária de pedágio que administra o trecho. Segundo ele, a empresa estaria exigindo mudanças no projeto das obras, que, inclusive, conforme Scheller, já foi licitado e elaborado pela construtora responsável. O prefeito disse entender que a EPR tem obrigações contratuais envolvendo a rodovia, mas afirmou que, no caso do viaduto, o serviço será custeado com recursos do Governo do Estado, sem nenhuma participação ou responsabilidade da concessionária.
A licitação do viaduto da Esperança, orçado em R$ 25,7 milhões, foi vencida por um consórcio formado pelas empresas Contersolo Construtora de Obras Ltda., Gaissler Moreira Engenharia Civil Ltda. e DSEng. Engenharia Consultiva Ltda., que passaram os últimos meses elaborando os projetos básico e executivo de engenharia das obras. Os projetos, inclusive, agora questionados pela EPR, segundo o prefeito de Cambé, já receberam aval do DER, Departamento de Estradas de Rodagem, e do DNIT, Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes.
O prefeito de Cambé esteve em Curitiba na última semana tentando resolver as últimas pendências antes do início das obras. O licenciamento ambiental das obras também já foi garantido pelo Instituto Água e Terra (IAT). Já em relação aos questionamentos da EPR, Scheller disse que pretende pedir para que a ANTT, Agência Nacional de Transportes Terrestres, interceda no caso.
Procurada pela CBN, a assessoria de imprensa da EPR prometeu se posicionar sobre as declarações do prefeito de Cambé ainda nesta terça-feira.