SEXTA, 23/01/2026, 14:27

Loteamento no Jardim Monte Líbano é aprovado e deve aliviar trânsito na Zona Oeste

Projeto prevê abertura de novas vias, ligação entre avenidas e perfil residencial de média densidade, com áreas comerciais nas extremidades
 

A implantação do loteamento Jardim Monte Líbano, na Zona Oeste nas proximidades da Universidade Estadual de Londrina (UEL), deverá provocar mudanças significativas na mobilidade urbana e na ocupação do entorno. Apesar de ser tratado popularmente como um “novo loteamento”, o projeto é antigo e passou por reaprovação recente.

De acordo com o diretor de trânsito do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (IPPUL), Alexander Fabbri Hulsmeyer, a principal expectativa da população está relacionada ao sistema viário, especialmente pela possibilidade de desafogamento do tráfego em uma região marcada por vazios urbanos e dificuldades de circulação.

Entre as principais intervenções previstas está a abertura de uma avenida, com cerca de 20 metros de largura, que fará a ligação entre a avenida Presidente Castelo Branco e rua Faria Lima. A nova avenida contará com estacionamento dos dois lados e soluções modernas de engenharia de tráfego, como avanços de calçada e estreitamento de pista nos cruzamentos, medidas conhecidas como traffic calming, voltadas à redução da velocidade dos veículos.

Além da via central, o projeto prevê a continuidade de ruas já existentes, como a Agenor Paes de Melo e Gracia Castilho Pagã, bem como a implantação de quatro ruas sem saída, os chamados cul-de-sacs. Segundo o diretor, a opção urbanística foi adotada para preservar o caráter residencial da área central do loteamento e manter quadras em dimensões economicamente viáveis.

O Jardim Monte Líbano terá duas características bem definidas: os lotes voltados para as avenidas Castelo Branco e Faria Lima terão perfil predominantemente comercial, enquanto a área central será residencial.

As obras têm prazo de execução de 24 meses, prorrogáveis por mais 12. Durante este período, impactos pontuais na rotina dos moradores são esperados, mas o acompanhamento e a fiscalização ficarão a cargo da Secretaria de Obras e dos órgãos ligados à mobilidade urbana.

O loteamento também reserva áreas institucionais e espaços públicos, conforme prevê a legislação urbanística, que poderão futuramente receber equipamentos como escolas, unidades de saúde ou áreas de lazer. 

Por Paulo Andrade

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