TERCA, 16/06/2026, 11:46

Mesmo com venda para grupo mexicano, Aeroporto de Londrina não deve ter alterações nas operações

Após aprovação da ANAC, a transferência da administração para a ASUR entra na fase final. Mudança de controle deve alterar a estrutura empresarial, mas sem impacto imediato para passageiros e companhias aéreas

A venda dos 20 aeroportos administrados pela Motiva, incluindo o Aeroporto Governador José Richa, em Londrina, para o grupo mexicano ASUR (Grupo Aeroportuario del Sureste) entrou em uma nova etapa após receber a aprovação da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC). A negociação faz parte da estratégia da Motiva de deixar o setor aeroportuário e concentrar seus investimentos em outras áreas de infraestrutura.

Segundo a gerente executiva de Receitas Aeronáuticas e Cargas da Motiva, Graziella Delicato, a aprovação da agência reguladora confirmou a capacidade técnica da empresa mexicana para assumir a gestão dos terminais.

Na prática, a principal mudança será administrativa. A plataforma aeroportuária deixará de pertencer ao grupo Motiva e passará a integrar a estrutura da ASUR. Isso deve resultar em mudança de marca, razão social e CNPJ da concessionária responsável pelos aeroportos. Por outro lado, a empresa afirma que a transição não deve provocar alterações imediatas na rotina operacional dos terminais.

Outro ponto destacado pela executiva é que os contratos de concessão firmados com o governo federal permanecem válidos e continuarão sendo cumpridos pela nova controladora. Isso significa que as obrigações relacionadas à operação, segurança, manutenção e investimentos previstos contratualmente serão mantidas.

A expectativa é que a ASUR assuma uma estrutura já consolidada. Em Londrina, a concessionária concluiu nos últimos anos mais de R$ 200 milhões em investimentos, incluindo a ampliação da pista, expansão do terminal de passageiros, construção de um novo pátio para aeronaves comerciais e instalação das pontes de embarque.

Embora ainda não exista uma data oficial para a conclusão da transferência, a expectativa é que a mudança ocorra após o cumprimento das últimas etapas regulatórias e societárias. Até lá, passageiros, companhias aéreas e usuários do aeroporto não devem perceber alterações nos serviços prestados, enquanto a nova controladora prepara sua entrada definitiva no mercado brasileiro.

Por Paulo Andrade

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