QUARTA, 16/09/2026, 09:24

Prefeitura quer avançar com taxiway após troca de concessionária

Município pretende discutir a obra com a Asur, nova responsável pelo Aeroporto de Londrina. Projeto já está pronto depois de doação de empresário

A Prefeitura de Londrina pretende retomar as tratativas para viabilizar a implantação da taxiway no Aeroporto Governador José Richa depois da mudança da concessionária responsável pelo terminal. A Asur assumiu a operação no lugar da Motiva, e o município deve realizar uma reunião com a nova empresa para apresentar as prioridades locais e discutir formas de tirar a obra do papel.

A taxiway é uma pista de circulação que permite às aeronaves deixar a pista principal após o pouso ou acessá-la antes da decolagem, reduzindo o tempo de ocupação da pista e aumentando a capacidade operacional do aeroporto. O projeto foi doado pelo empresário Alfons Gardemann e, segundo a Prefeitura, já está pronto para uma eventual execução.

O prefeito Tiago Amaral afirma que a intenção é estabelecer uma nova relação com a concessionária e reforçar a importância da obra para o desenvolvimento do aeroporto.

Segundo o prefeito, a administração municipal encontrou dificuldades com a Motiva,  antiga concessionária, para avançar em investimentos. Ele cita, inclusive, a implantação do sistema de pouso por instrumentos (ILS), concluída em 2025, quando, de acordo com ele, houve entraves para a execução da preparação da área necessária ao equipamento.

A construção da taxiway não está prevista, neste momento, no contrato de concessão. Por isso, a Prefeitura avalia diferentes possibilidades de financiamento, que podem envolver os governos Federal e Estadual ou uma negociação com a própria concessionária para um eventual reequilíbrio contratual. O município também mantém uma discussão judicial relacionada à concessão anterior, que, segundo o prefeito, pode ajudar a pressionar pela manutenção da pauta.

A Prefeitura considera a obra estratégica para ampliar a movimentação de passageiros e cargas, além de criar condições para novos voos e uma possível internacionalização do aeroporto. A expectativa agora é levar essas demandas à Asur e avaliar com a empresa quais caminhos podem ser adotados para viabilizar a taxiway.

Por Paulo Andrade

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