QUARTA, 16/08/2023, 17:28

Repelente biológico não consegue espantar pombas do Bosque Central

É mais uma tentativa frustrada da Sema em que as aves saem vencedoras. Frequentadores ouvidos pela CBN não aguentam mais ter que conviver com a sujeira e o mau cheiro causados pelos pássaros.

Não foi dessa vez. O repelente biológico aplicado pela Secretaria Municipal do Ambiente no Bosque Central, em Londrina, no mês passado, com o objetivo de afugentar do espaço pelo menos parte da superpopulação de pombos que vive por lá, não teve um resultado eficaz. A informação foi confirmada nesta quarta-feira (16) pelo gerente de Parques da Sema, Jonas Pugina. Ele lembrou que a iniciativa era experimental e foi realizada justamente para testar a eficácia do produto, cedido de forma gratuita ao município. O repelente foi aplicado no topo de algumas árvores do Bosque, onde as pombas costumam pousar. Apesar do cheiro forte do produto, as aves não se intimidaram e continuaram agindo normalmente. É mais uma tentativa frustrada da secretaria em que os pássaros saem vencedores. Pugina, entretanto, destacou a importância do trabalho e garantiu que a Sema vai continuar estudando formas de livrar o Bosque das famigeradas pombas.

O problema das pombas é antigo. Há pelo menos uma década a prefeitura tenta acabar com as aves. Já foram usados refletores, gaviões, que são os predadores naturais da espécie... As árvores foram podadas de formas diferentes. Nada surtiu o efeito esperado. Nos últimos anos, o Bosque passou por uma revitalização. E os pássaros continuam por lá, causando muita sujeira e mau cheiro aos frequentadores e moradores do entorno. A aposentada Cristina Almeida mora perto do Bosque há quase dez anos e viu de perto todas as investidas da prefeitura contra os pombos. Ela contou que consegue sentir o cheiro das fezes das aves de casa, e que, além disso, o espaço também sofre com o vandalismo.

O barbeiro Leandro de Oliveira passa pelo Bosque todos os dias e parece ter se acostumado com o mau cheiro. Apesar disso, ele lamentou o fato de o problema não ser resolvido, e disse que não queria estar na pele de quem mora no entorno e tem os pombos como vizinhos.

Já o advogado aposentado Jurandir Venâncio de Oliveira sugeriu uma medida drástica: abrir o trânsito de veículos pela rua Piauí e acabar, de uma vez por todas, com o Bosque Central.

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