QUINTA, 03/12/2020, 19:14

Setor de eventos vai ter que se adaptar ao novo toque de recolher

Com restrição no horário, festas e casamentos à noite podem precisar de ajustes no planejamento.

Após decreto do Governo do Estado, que determina o toque de recolher em todo o Paraná, organizadores de eventos estão se adaptando para não perderem as datas já programadas. De acordo com a decisão, a circulação de pessoas fica proibida entre às onze horas da noite e às cinco da manhã. Nas últimas semanas, o aumento no número de casos e óbitos, como também a alta nas lotações em UTIs em todo Paraná, fez com que a decisão fosse tomada.

Fabiane Rocha, coordenadora do Núcleo de Organizadores de Eventos da Associação Comercial de Londrina (Acil), comenta que eventos realizados pela manhã e pela tarde seguem normalmente, mas que no período noturno é preciso se ajustar.

O advogado Danilo Castro marcou seu casamento para o próximo sábado e foi pego de surpresa com a decisão. Ele já tinha adiado o evento uma vez, por conta do aumento de casos da Covid-19 em Londrina, e novamente vai precisar alterar a organização. Segundo ele, não há alternativa, além da adequação aos horários determinados pelo decreto estadual. Mesmo tendo requisitado pedido de autorização para a prefeitura de Londrina, com 30 dias de antecedência, a programação vai ter que ser alterada.

O diretor da Alpes Eventos, Tiago Fuganti, comenta que, por conta da possibilidade dessas restrições, algumas datas já foram planejadas para se encerrarem dentro do horário estipulado. Com duração reduzida para quatro horas e, agora, com o toque de recolher, é possível que mesmo estas festas tenham que ser revistas.

Fabiane Rocha também comenta que um pedido foi encaminhado à Secretaria Municipal de Saúde para ampliação de horários e do número de convidados em eventos na cidade, mas que ainda não houve resposta.

O toque de recolher prevê restrição nos horários até o dia 16 de dezembro, mas pode ser prorrogado por mais 15 dias, dependendo da situação epidemiológica do estado.

Por Victor Assis

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