QUINTA, 25/06/2026, 11:12

Venezuelanos em Londrina vivem angústia à distância após terremotos que deixaram mais de 160 mortos

Moradores acompanham buscas por desaparecidos e enviam ajuda financeira para familiares afetados pela tragédia na Venezuela

A comunidade venezuelana de Londrina acompanha com apreensão os desdobramentos dos terremotos que atingiram a Venezuela na noite de quarta-feira (24). Segundo o governo venezuelano, os tremores deixaram ao menos 164 mortos e 971 feridos, além de provocar o desabamento de edifícios e danos em diversas cidades do país.

Entre os moradores que vivem a angústia à distância está Yanetzi Salazar, que mantém contato diário com familiares e amigos nas áreas afetadas. Ela relata que são dois familiares mortos até o momento e que as buscas por desaparecidos ainda mobilizam centenas de pessoas.

Segundo Salazar, a falta de equipamentos e os danos à infraestrutura têm dificultado o trabalho das equipes de emergência. Ela afirma que muitos venezuelanos que vivem fora do país estão organizando redes de apoio para auxiliar parentes que perderam casas, bens ou familiares. A ajuda financeira tem sido usada para compra de alimentos, medicamentos e custeio de despesas emergenciais.

A situação também preocupa dezenas de famílias venezuelanas residentes em Londrina, especialmente aquelas que ainda mantêm parentes em Caracas e outras regiões atingidas pelos tremores. De acordo com Salazar, muitos imóveis ficaram destruídos ou comprometidos, obrigando moradores a deixarem suas casas.

Enquanto as equipes de resgate continuam as buscas por desaparecidos, a expectativa da comunidade venezuelana é que a chegada da ajuda internacional acelere o socorro às vítimas e contribua para a reconstrução das áreas mais afetadas pelo desastre.

Por Paulo Andrade

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