QUARTA, 17/06/2020, 09:00

Vereadores aprovam empréstimo de 30 milhões de reais para a Sercomtel

Recurso só poderá ser usado para reestruturação da empresa, com estrutura reduzida e plano de demissão voluntária.

 

Em mais uma discussão extensa e com diversos questionamentos, o resultado foi previsível. A Câmara de Vereadores aprovou o empréstimo de 30 milhões de reais para a Sercomtel Telecomunicações junto à Fomento Paraná. Assim como nas votações anteriores, foram 11 votos favoráveis, um acima do necessário para aprovação. Outros sete votaram contra, e um parlamentar esteve ausente.

Pelo texto aprovado, o recurso só poderá ser usado na reestruturação da empresa, que será feita com base em um estudo feito pela Fundação de Apoio ao Desenvolvimento da Universidade Estadual de Londrina, Fauel. O documento aponta necessidade de redução estrutural, com Plano de Demissão Voluntária e terceirização.
Isso se a empresa fracassar em mais um leilão na Bolsa de Valores, previsto para ocorrer no início de agosto. Segundo o presidente da companhia, Cláudio Tedeschi, há pelo menos três empresas interessadas pesquisando dados sobre a Sercomtel.

Somente nesta década, a Sercomtel executou três planos de demissão voluntária, que resultaram no desligamento de 190 funcionários. A ideia é enxugar um terço do quadro de colaboradores, passando de 480 para 160 funcionários, incluindo presidência, diretoria e gerência.

O representante dos funcionários no Conselho Administrativo da companhia, Carlos Griggio, falou das experiências malsucedidas no passado, esperando que o novo plano seja mais efetivo, sem brechas para disputas jurídicas.

O vereador Mário Takahashi foi um dos principais questionadores do projeto desde o início das discussões. Ele voltou a questionar o fato de apenas a prefeitura, dona de 55% das ações, arcar com os custos enquanto a Copel, que detém 45% dos papéis, não demonstra qualquer interesse pela companhia.


O projeto vai agora para sanção do prefeito Marcelo Belinati, mas o empréstimo só deve ser contraído após a realização do segundo leilão na Bolsa de Valores, em agosto.

 

Por Marco Feltrin

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